Família de alpinista morta nos EUA tenta liberação do corpo
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quarta-feira, 19 de julho de 2006
Agência Estado 
Curitiba - A família da alpinista Roberta Nunes, 34 anos, morta terça-feira em um acidente de carro próximo à cidade de Utah, nos Estados Unidos, quando voltava de uma escalada de treinamento, ainda aguarda a liberação do corpo para o Brasil.
O processo de liberação deve acontecer nos próximos dias e segundo a irmã de Roberta, Glacira Nunes, algumas pessoas no exterior, como o namorado da alpinista, assim como o Consulado Brasileiro, estão tentando agilizar o translado do corpo.
Roberta estava treinando para o maior desafio de sua carreira. Ela iria escalar a montanha Fitzroy, na Argentina, de aproximadamente 3.200 metros de altitude, sem a utilização de tubos de oxigênio. ''Roberta gostava muito de desafios'', disse a irmã.
A alpinista já havia passado outras temporadas nos Estados Unidos para atingir seu objetivo. Ela havia feito uma tentativa anterior de escalada da Fitzroy, mas não conseguiu atingir o topo. Sua nova tentativa, segundo Flávio Cantelle, dono da academia onde Roberta treinava, em Curitiba, deveria acontecer entre dezembro e fevereiro. ''A altitude da montanha não era o mais importante. O que Roberta gostava era do grau de dificuldade'', afirmou.
Considerada uma das principais alpinistas do País, Roberta fazia escaladas havia dez anos. Foram escalados picos na Patagônia e também no Chile, Colômbia, Espanha e Estados Unidos. Na França, ela escalou o Mont Blanc. O maior feito, porém, foi a montanha Maujit Gorgassasia, na Groenlândia. Foi a primeira mulher a fazer a rota local.


