Família aguarda chegada do corpo

A mãe de Danilo, Ilaídes Padilha, relata que ainda não sabe quando o corpo de seu filho chegará ao Brasil. "A minha nora Letícia assinou uma procuração para autorizar o transporte do corpo, mas a gente não sabe quando isso vai acontecer, já que é preciso que os outros corpos sejam liberados. O corpo do Danilo foi fácil de identificar, já que ele tem uma tatuagem com o nome e a imagem de seu filho", revela. No entanto, ainda não existe previsão para chegada, realização do velório e sepultamento em Cianorte, conforme a vontade da família.
Ela lembra que o filho frequentava o campo de várzea que fica na frente da casa dela. "A gente chamava aquele lugar de esplanada. A prefeitura passava a máquina e juntava vários montes de terra. Só depois é que ali virou um gramado", recorda. O pai do goleiro, Eunício Padilha, relata que ele começou a jogar bola por lá e depois foi para o "Cianortinho". "Depois, jogava no Ginásio de Esportes Tancredo Neves, onde o técnico era o Claudio Tencati. No começo, a gente pagava mensalidade, mas depois o Tencati viu que ele tinha talento e falou que não precisava mais pagar a mensalidade", conta. O pai ainda revelou que o filho era são-paulino e foi sondado pelo Tricolor para se transferir para o time do Morumbi. "Ele tinha o sonho de defender o São Paulo um dia", afirmou.
Ilaídes lembra que por onde passou, Danilo conquistou títulos e premiações individuais de goleiro da rodada, melhor em campo, destaque do campeonato. "Ele chegou a receber o apelido de 'Rei do Acesso', porque em todos os times em que ele atuava, conseguia fazer com que a equipe subisse. Do Londrina, por exemplo, Danilo sempre se recordava da partida que garantiu o acesso do Tubarão para a primeira divisão". (V.O)





