Fama de Passarella assusta corintianos
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quarta-feira, 02 de março de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Daniel Passarella nem chegou e os jogadores do Corinthians não falam de outro assunto: a fama de ''durão'' do técnico argentino. Uns andam desconfiados com o estilo de Passarella; outros, aproveitam o momento e prometem liderar a revolução contra os vaidosos do Corinthians. Os alvos: Carlos Alberto, Roger e o pequenino Élton. Três pratos cheios para o rigoroso treinador que deverá ser confirmado hoje como o substituto de Tite.
Os mais preocupados são os cabeludos do grupo. Roger parece estar com o ''pé atrás''. ''Meu cabelo até que está curto'', disse o meia, nem um pouco disposto a cortar as madeixas. O pequenino Élton não vê problema, apesar de cultivar a cabeleira há dois anos. ''Se ele quiser, eu corto. Tudo bem'', diz.
Pronto para ajudar Daniel Passarella está o capitão Anderson. Ele não esconde o desejo de liderar uma ''revolução'' no grupo para acabar com as cabeleiras de Roger e Élton. ''Por enquanto, estamos só na brincadeira com eles dois. Mas não tem problema nenhum se o Passarella pedir para cortarmos os cabelos deles'', avisa o zagueiro, em tom de brincadeira.
Carlos Alberto está longe de ser cabeludo, mas nem por isso está menos preocupado. Ao contrário dos outros dois meias, ele gosta de valorizar o pescoço e as orelhas com correntes e brincos que chamam a atenção. O meia gosta tanto das suas jóias que não as tira nem para entrar em campo. Nos jogos, prefere colocar um esparadrapo na orelha a tirar os brincos. Outro prato cheio para o xerifão Daniel Passarella.
''Se ele pedir, eu tiro (corrente e brincos). Não teria problema nenhum. Parece que o cara é um monstro'', afirma Carlos Alberto. ''Essa questão disciplinar não me assusta, mas ele também é ser-humano e deve ter o seu momento de descontração. Impossível ser linha dura o tempo todo. Do jeito que vocês falam, ele parece um... Jaspion.''
Brincadeiras à parte, os jogadores estão ansiosos com a chegada do substituto de Tite. ''Muda muita coisa quando trocam o treinador. Todos tem novamente que brigar por um lugar no time. Não faltam boas referências sobre o trabalho dele (Passarella)'', garante Anderson.
Apesar da chegada de mais um argentino no Corinthians o quarto, considerando a contratação do volante Mascherano o zagueiro avisa que dificilmente o Corinthians mudará seu estilo de jogo. ''Os brasileiros ainda são maioria aqui. Os argentinos só foram contratados para fortalecer o time e torço para que eles tenham sucesso aqui. Os que já estão aqui, se entrosaram muito rápido com o grupo'', completou.


