Faltou inspiração e alegria, diz Parreira
Goiânia - Mal a partida acabou, Carlos Alberto Parreira admitia o fraco futebol da seleção brasileira na magra vitória sobre o Peru. O discurso foi sincero, crítico. ''Faltou alegria e inspiração ao time. Com a qualidade dos jogadores que o Brasil possui deveria criar muito mais oportunidades de marcar do que fez contra o Peru. O time esteve pesado, lento. Erramos ao centralizar o jogo e facilitamos a marcação dos peruanos'', disse, deixando claro que não gostou do que viu.
Ao contrário do que costuma fazer, Parreira não disfarçou a insatisfação. Até mesmo quando teve de analisar Ronaldinho Gaúcho. ''Está faltando química ideal em conseguir fazer com que ele mostre o mesmo futebol do Barcelona na seleção. Ele esteve preso e só se soltou no final da partida.''
O treinador não concordou, no entanto, com as vaias a Ronaldo e o pedido dos torcedores para que ele saísse do jogo. ''O torcedor se esquece com facilidade de tudo o que ele fez pela Seleção. Ele é um dos maiores atacantes do futebol mundial. Nós temos é sorte de o Ronaldo ser brasileiro'', disse, ríspido.
Tabu Passado o duelo com o Peru, agora é hora de pensar no Uruguai, adversário de quarta-feira, em Montevidéu. Haverá um tabu em jogo: há 29 anos o Brasil não vence o Uruguai no Estádio Centenário.
Parreira sabe que encontrará uma seleção uruguaia bem diferente daquela que o Brasil enfrentou em novembro de 2003, em Curitiba. Aquele jogo terminou empatado em 3 a 3, mas, para o treinador, o Brasil poderia ter goleado. Só não fez isso por ''vacilos'' no segundo tempo. (A.E.)





