Faltou gol na despedida do Maracanã
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domingo, 05 de setembro de 2010
Bruno Lousada<br> Agência Estado 
Rio - Por duas vezes neste Campeonato Brasileiro, o Santos jogou sem Paulo Henrique Ganso e Neymar - e venceu Atlético Goianiense e Prudente, ambos fora de casa. Desta vez, o desafio seria, pelo menos na teoria, mais complicado: ganhar do Flamengo em crise, no Maracanã, sem a dupla mais badalada do futebol nacional. Se não voltou para São Paulo com os três pontos, pelo menos não perdeu. Ficou num empate sem gols, no último jogo antes do fechamento do estádio para as obras da Copa do Mundo de 2014.
Ao menos, o Santos permanece no G-4 (grupo dos quatro primeiros colocados), agora com 31 pontos. Já a equipe carioca segue próxima da zona de rebaixamento, com 22 pontos, numa agonia danada.
Sem Neymar, suspenso, e Ganso, machucado, o Santos mudou seu estilo. Deixou o espetáculo e as jogadas de efeito de lado. Não foi aquele time que faturou, com exibições de encher os olhos, os títulos da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista nesta temporada. No primeiro tempo, por exemplo, o time da Vila Belmiro inexistiu em termos ofensivos. O goleiro Marcelo Lomba, do Flamengo, foi um mero espectador. Só fez uma defesa, num chute fraco do volante Arouca.
O Santos errou passes demais, não conseguiu criar, mas não pode reclamar da sorte. A equipe rubro-negra perdeu duas chances claras nos 45 minutos iniciais: uma com o estreante Deivid e outra com Diogo. O meia Renato também ameaçou em cobrança de falta e o volante Willians arriscou um chute que passou rente à trave. Por isso, descer para o vestiário, no intervalo, com o 0 a 0 no placar não foi mau negócio para o Santos.
Antes de retornar para o segundo tempo, o técnico Dorival Júnior resolveu mexer na equipe. Tirou os nulos Zezinho e Keirrison e lançou, respectivamente, Madson e Breitner. Queria um time mais aceso, competitivo e disposto a buscar o ataque. Estava descontente em só ver o Flamengo jogando.
O Santos, realmente, voltou com outra postura para a etapa final. Passou a levar perigo, a ser mais ambicioso. O jogo, embora fraco tecnicamente, ficou aberto. A bola bateu no travessão do Santos e insistia em não entrar. Antes, Madson desperdiçara outra oportunidade, daquelas que faltou caprichar na conclusão. Nos minutos finais, Willians salvou o Flamengo ao cortar de cabeça finalização de Breitner.
NO RIO DE JANEIRO
Flamengo 0
Marcelo Lomba; Leonardo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Toró, Correa, Willians (Kleberson) e Renato (Petkovic); Diogo e Deivid (Diogo Maurício). Técnico: Silas
Santos 0
Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Zezinho (Madson), Danilo e Marquinhos (Marcel); Zé Eduardo e Keirrison (Breitner). Técnico: Dorival Júnior
Árbitro: Leandro P. Vuaden (Fifa-RS)
Estádio: Maracanã
Renda: R$ 1.141.120,00
Público: 34.897 pagantes


