Em Sydney, após fugir do frio de Canberra, a delegação brasileira do atletismo quer descontrair. Para evitar a pressão sobre os atletas, os dirigentes vão programar passeios, visitas a competições de outros esportes e já decidiram: nas rodas de conversa, é proibido falar em atletismo.
‘‘O desgaste emocional não convém agora, que falta pouco para as provas’’, disse Sérgio Coutinho Nogueira, presidente da equipe Funilense-SP. ‘‘Nessa fase, nossa estratégia vai ser cobrar o mínimo possível dos atletas e descontrair ao máximo’’, completou o dirigente. ‘‘Todos estão prontos, e, agora, os técnicos vão programar só um trabalho de manutenção.’’
Inicialmente, a equipe brasileira de atletismo iria ficar dormindo e treinando no Instituto Australiano de Esportes, em Canberra, até o dia 19. O mau tempo na região, porém, afugentou os atletas, que anteciparam a viagem e desembarcaram ontem em Sydney.
Dos 17 atletas brasileiros que competirão nos Jogos, apenas três vão completar a aclimatação em Canberra: Sueli Pereira (lançamento de dardo), Nelson Ferreira Júnior e Luciana Alves dos Santos (salto em distância), cujos técnicos não têm credenciais para as pistas de treinos em Sydney.
A antecipação da viagem causou alguns transtornos para a equipe brasileira. Até a próxima segunda-feira, os atletas vão dividir uma casa na Vila Olímpica com a delegação do triatlo. Sem lugar na casa, os quatro técnicos do atletismo ficarão alojados provisoriamente em casas ocupadas por outras delegações. Para Coutinho Nogueira, a estadia do atletismo na Vila vai ajudar na tarefa de descontrair a equipe.

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