Faltam profissionais de gestão, diz especialista
O professor da Unopar, Wilton Santana, que está concluindo doutorado em Educação Física pela Unicamp, acredita que os problemas de estrutura e de gestão enfrentados pelas equipes amadoras são resultado da falta de profissionais para executar este serviço nos clubes. ''Para mim, o problema de muitas equipes não é só falta de patrocínio, mas de profissionais qualificados para fazer o trabalho de gerenciamento esportivo. No Brasil, não se prepara nas universidades pessoas para desempenhar este serviço'', observou.
Ele crê que essa carência seja resultado da ausência de disciplinas específicas nos currículos. ''A disciplina de gestão esportiva, por exemplo, só será obrigatória para os alunos de Ciências do Esporte da UEL a partir de 2007'', informou.
Para Santana, que durante muitos anos foi técnico de futsal em Londrina e coordena o curso de Pós-Graduação em Futsal da Unopar, dentro de quadra as equipes brasileiras são bem preparadas, ''tanto que temos muitos treinadores nossos trabalhando no exterior''. ''Mas faltam pessoas preparadas para cuidar dos interesses dos clubes fora de quadra, já que o técnico é mais dado às questões táticas e ao contato com os atletas'', comentou.
Tomando por base a realidade das equipes locais que disputam Ligas Nacionais, Santana lembrou de dois ex-alunos seus na UEL que tiveram que aprender na prática a gerenciar as equipes em que trabalham. ''O Júlio Brevilhéri (da Unifil) e a Renata Albino (Unopar) hoje supervisionam as suas equipes a partir das experiências que foram adquirindo ao longo das competições. Isso porque os gestores das principais equipes do Brasil geralmente vêm da área de administração'', acrescentou Santana, citando como exemplos de gestão o São Paulo e a Confederação Brasileira de Vôlei. (J.K.)





