Falta uma política definida para se investir no esporte
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de outubro de 2000
Marcos Freitas De Curitiba 
A maioria das empresas não tem políticas definidas de investimento em esportes olímpicos. Falta consciência de que o esporte é uma grande mídia e uma boa vitrine para associar um produto a imagem de uma atividade políticamente correta e salutar. O empresariado procura relocar recursos para áreas sociais, onde a necessidade é mais latente.
Um bom exemplo disso é a empresa de telefonia celular TIM. Além de ter recursos direcionados por região, a empresa não tem nenhuma política de investimento em desportistas olímpicos. No esporte, a empresa é patrocinadora das duas maiores forças do futebol paranaense na Copa João Havelange e também do Rexona/Paraná, atual campeão brasileiro de vôlei feminino. Nas finais do último Campeonato Paranaense, a empresa também patrocinou o Clube Atlético Paranaense e o Coritiba Futebol Clube. Porém, não há a intenção de investir em atletas olímpicos.
Mantemos um patrocínio com o Rexona/Vôlei e com a dupla Atletiba, porque temos a intenção de promover o esporte regional, disse Maurício Roorda, diretor de marketing da Tim no Paraná. Por enquanto nossa política de investimentos está voltada para as áreas de filantropia, no auxílio à criança e o meio-ambiente, disse. Mas tudo pode mudar de acordo com a intenção Telecom Itália, se houver o interesse no incentivo ao esporte olímpico, certamente a TIM vai estar presente, informou. A empresa concorrente, a Global Telecom, informou através da assessoria de imprensa que, por enquanto, a empresa não tem interesse no patrocínio de atletas olímpicos.
Mesmo o governo tem dificuldades em manter projetos de apoio ao esporte. No Paraná, os Centros de Excelências, que ensinam várias modalidades para crianças em núcleos espalhados por algumas cidades, são boas alternativas. Mas nem mesmo o sucesso e o número de crianças matriculadas foram capazes de atrair grandes investidores.


