Quem pensa o jogo na Seleção Brasileira? Quem é o jogador que, do meio para frente, acelera quando é necessário atacar e prende a bola quando é necessário segurar o ímpeto do adversário? Os dois últimos amistosos da Seleção Brasileira - contra Inglaterra e França - mostraram que esse cara...não existiu!
Os quatro homens mais ofensivos correm com a bola e pensam menos do que deveriam. Hulk, Neymar, Fred e Oscar não têm tanta paciência, não conseguem enxergar o jogo como um Ganso, um Ronaldinho, um Alex, por exemplo. Não é difícil entender o motivo de não ter em 180 minutos uma enfiada de bola genial nem uma sacada diferente. Não!
O esquema 4-2-3-1, que virou moda no futebol brasileiro, atrapalha a existência desse jogador mais pensador. Talvez, do grupo convocado por Felipão para a Copa das Confederações, o único que poderia fazer esse tipo de papel seria Jadson, que não tem lá tanto espaço com o treinador...
O máximo que foi tentado durante os 180 minutos do meio para frente foi a inversão de papéis. Oscar saiu da esquerda e foi para o meio. Neymar, que estava no meio, foi para a direita. Hulk, que estava na direita, acabou no meio. E vice-versa. Por várias vezes...
O Brasil empatou com a Inglaterra e, ontem à noite, venceu a França. No primeiro gol, o árbitro não marcou falta no jogador francês no início do lance que resultou na abertura do placar. No segundo, já com inúmeras modificações, um contra-ataque que contou com a colaboração da péssima parte física dos franceses.
Em tempo: esse pensador não aparecerá. Será com os velocistas que o Brasil de Felipão jogará...

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