Falta estrutura esportiva na rede pública
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quinta-feira, 05 de março de 2009
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
Verão, sol forte, muito forte, temperatura ultrapassando facilmente a casa dos 30 graus e lá estão elas, botando os alunos para fazer uma atividade física, mesmo sem condições de trabalho. A falta de estrutura das escolas públicas, sejam elas municipais ou estaduais, é o principal obstáculo dos professores de educação física na difícil tarefa de exercitar as crianças e adolescentes da atualidade, cada vez mais acostumados à vida sedentária que a tevê e o computador oferecem.
Os profissionais de educação física que atuam nas escolas tentam mostrar aos alunos, principalmente, que o esporte pode dar uma qualidade de vida melhor. Passamos a importância de fazer um alongamento e de praticar uma atividade física, afirmou Elizabet Palermo Soares, 42 anos, professora do Colégio Estadual Hugo Simas.
Já Dalva Ferreira, 43 anos, outra professora do colégio, lembra que é cada vez maior a importância dos exercícios praticados na escola, já que em muitos casos, são os únicos feitos pelo aluno. Os pais geralmente trabalham fora e os filhos ficam em casa dormindo ou vendo televisão. A maioria mora em prédio e os que não moram, os pais não deixam ir para a rua com medo da bandidagem. Acabam virando crianças obesas, alertou.
Atualmente, os alunos da rede pública têm duas aulas semanais de 50 minutos cada de Educação Física, muito pouco para as necessidades deles de acordo com as professoras. Fora dos colégios, também não é fácil conseguir praticar esportes, já que as escolas de cada modalidade geralmente são particulares e caras, analisou Elizabet.
Além da falta de espaço, as condições dos locais disponíveis não são das melhores. No Colégio Hugo Simas, por exemplo, a única quadra coberta é disponibilizada às crianças de primeira à quarta séries. Os outros alunos fazem os exercícios sob o sol quente. Os alunos reclamam do calor, do sol, querem ficar sem camisa. Já nós professoras temos a pele toda pintada por conta do sol, não recebemos insalubridade, não recebemos filtro solar. O mínimo é uma cobertura para as quadras, protestou Dalva.


