Há quase três meses sob intervenção, a Federação Paranaense de Futebol ainda espera por uma auditoria fiscal para apurar as supostas irregularidades cometidas pelo presidente afastado, Onaireves Rolim de Moura, que vinha ocupando o cargo desde 1985. O dirigente deixou o comando da entidade no dia 9 de dezembro do ano passado, atendendo determinação do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do Paraná, Leônidas Silva Filho, por não cumprir determinações da Justiça, como o recolhimento de 30% do faturamento da FPF para pagamento do IPTU e apresentação de balancetes.
O interventor Vicente Paschoal Rodacki diz que falta dinheiro e tempo para contratar uma empresa de auditores independentes capacitada. ‘‘Nossa preocupação inicial era a de não paralisar as atividades normais da Federação’’, explicou. Rodacki acredita que num prazo máximo de 60 dias, a Federação terá condições de realizar uma auditoria completa dos três últimos anos. ‘‘Esse trabalho pode custar até R$ 50 mil’’, calcula o interventor, que já regularizou a folha de pagamento dos funcionários, o recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), além das contas de água, luz e telefone. A FPF deve hoje aproximadamente R$ 10 milhões.

mockup