Falta de vento prejudica festival
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domingo, 26 de maio de 2002
Rosângela ValeReportagem Local 
Primeiro de Maio O céu limpo e o tempo estável da manhã de ontem proporcionaram um belo espetáculo às pessoas que foram conferir o primeiro Festival Paranaense de Windsurf. O evento foi realizado na represa de Capivara, formada pelo Rio Paranapanema, no agradável Terminal Turístico de Primeiro de Maio (Paranatur) 60 km de Londrina.
O festival, que teve o apoio da Secretaria de Esportes e Turismo do município, aconteceu durante todo o final de semana, reunindo esportistas de Curitiba, Londrina e Maringá. A infra-estrutura do local agradou e muito os participantes e organizadores. O único problema foi o vento, que não proporcionou condições perfeitas para que se realizassem todas as provas.
De acordo com o esportista curitibano Watson Simon, da comissão diretora da Associação Paranaense de Windsurf, a idéia era fazer 12 regatas, mas só aconteceram seis. O vento não está ideal, mas dá para proporcionar um visual bonito, observou.
Também pela falta de vento, só houve regatas no estilo slalon, feito no través, ou seja, cortando o vento, em um trajeto em forma de oito. É a condição em que se consegue maior velocidade, explicou Watson. Os competidores foram divididos em duas classes. Na Open, com dez participantes, venceu o curitibano Peter Berndt, seguido por Edgard Navarro e Marcelo Prosdócimo.
Na classe Estreante, com 13 integrantes, Fabiano Todeschini ficou com o primeiro lugar, Christoph Jaster com o segundo, e Fernando Zipperer com o terceiro. Segundo Watson, as provas não valem para o Campeonato Paranaense, mas somam pontos no ranking.
Trouxemos equipamentos para o estilo free style, uma prova de manobras radicais, mas não houve vento suficiente, contou. Pelo mesmo motivo, também não foi realizado o estilo race, trajeto onde se navega nos dois sentidos: contra e a favor do vento.
Atualmente, as regatas são realizadas em Antonina, Guaratuba e em Santa Catarina, mas a intenção é organizar um calendário de provas que englobe várias cidades do interior, como Ribeirão Claro e Santa Terezinha do Itaipu, além de Primeiro de Maio. O presidente da Associação de Vela do Paraná, João Camargo Melo Filho, adianta que há o desejo de trazer outras modalidades de esportes náuticos para Primeiro de Maio, como laser, hobie cat 16 e optmist (barcos para crianças de 7 a 15 anos).
Uma das dificuldades das provas de vela é que as regatas acontecem distantes dos espectadores. Aqui, a vantagem é justamente a possibilidade de ter platéia, pois as provas podem ser realizadas a poucos metros da margem da represa, avalia Melo Filho. Em Antonina e Guaratuba, temos que lidar com a maré, que acaba dificultando as provas. Aqui não há esse problema, disse.
Segundo ele, o Paraná ainda não desenvolveu tradição na vela, embora seja um dos quatro Estados que mais praticam a modalidade no Brasil, além de Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.


