Primeiro de Maio – O céu limpo e o tempo estável da manhã de ontem proporcionaram um belo espetáculo às pessoas que foram conferir o primeiro Festival Paranaense de Windsurf. O evento foi realizado na represa de Capivara, formada pelo Rio Paranapanema, no agradável Terminal Turístico de Primeiro de Maio (Paranatur) – 60 km de Londrina.
O festival, que teve o apoio da Secretaria de Esportes e Turismo do município, aconteceu durante todo o final de semana, reunindo esportistas de Curitiba, Londrina e Maringá. A infra-estrutura do local agradou – e muito – os participantes e organizadores. O único problema foi o vento, que não proporcionou condições perfeitas para que se realizassem todas as provas.
De acordo com o esportista curitibano Watson Simon, da comissão diretora da Associação Paranaense de Windsurf, a idéia era fazer 12 regatas, mas só aconteceram seis. ‘‘O vento não está ideal, mas dá para proporcionar um visual bonito’’, observou.
Também pela falta de vento, só houve regatas no estilo slalon, feito no través, ou seja, cortando o vento, em um trajeto em forma de oito. ‘‘É a condição em que se consegue maior velocidade’’, explicou Watson. Os competidores foram divididos em duas classes. Na Open, com dez participantes, venceu o curitibano Peter Berndt, seguido por Edgard Navarro e Marcelo Prosdócimo.
Na classe Estreante, com 13 integrantes, Fabiano Todeschini ficou com o primeiro lugar, Christoph Jaster com o segundo, e Fernando Zipperer com o terceiro. Segundo Watson, as provas não valem para o Campeonato Paranaense, mas somam pontos no ranking.
‘‘Trouxemos equipamentos para o estilo free style, uma prova de manobras radicais, mas não houve vento suficiente’’, contou. Pelo mesmo motivo, também não foi realizado o estilo race, trajeto onde se navega nos dois sentidos: contra e a favor do vento.
Atualmente, as regatas são realizadas em Antonina, Guaratuba e em Santa Catarina, mas a intenção é organizar um calendário de provas que englobe várias cidades do interior, como Ribeirão Claro e Santa Terezinha do Itaipu, além de Primeiro de Maio. O presidente da Associação de Vela do Paraná, João Camargo Melo Filho, adianta que há o desejo de trazer outras modalidades de esportes náuticos para Primeiro de Maio, como laser, hobie cat 16 e optmist (barcos para crianças de 7 a 15 anos).
‘‘Uma das dificuldades das provas de vela é que as regatas acontecem distantes dos espectadores. Aqui, a vantagem é justamente a possibilidade de ter platéia, pois as provas podem ser realizadas a poucos metros da margem da represa’’, avalia Melo Filho. ‘‘Em Antonina e Guaratuba, temos que lidar com a maré, que acaba dificultando as provas. Aqui não há esse problema’’, disse.
Segundo ele, o Paraná ainda não desenvolveu tradição na vela, embora seja um dos quatro Estados que mais praticam a modalidade no Brasil, além de Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

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