Rio, 20 (AE) - Os jogadores do Vasco disputam a primeira partida do playoff, amanhã, contra o Franca/Marathon, preocupados com a falta de ritmo de jogo, pois o time está há 11 dias apenas treinando. Como a equipe classificou-se para a final ganhando do Bauru/Tilibra por 3 a 0, teve que esperar o final da outra série, onde foram necessárias cinco partidas entre Franca e Barueri/Mackenzie. "Está parada pode afetar um pouco o nosso jogo ", disse o armador Demétrius.
Segundo o jogador, não deveria haver uma diferença de tempo tão grande entre um jogo e outro. "Nós vamos sentir, principalmente no início da partida." O pivô porto-riquenho Vargas concorda com o companheiro. "Em todo playoff, o primeiro jogo é sempre o mais difícil."
Demétrius lembra que esta vai ser a chance de vingança dos vascaínos, pois o Franca eliminou o Vasco nas quartas-de-final do campeonato do ano passado. "Na epóca, eu jogava pelo Franca, mas hoje vou ajudar a mudar esta história." O jogador destacou que desde a sua vinda para o Vasco, a equipe chegou a todas as finais dos torneios que disputou.
"Este time é muito bom, eu espero que o clube continue investindo no basquete." Para o técnico Flor Meléndez, vencer hoje é fundamental para chegar ao título. "Se ganharmos amanhã vamos ter uma grande vantagem na série, porque eles vão ficar pressionados." Meléndez destacou que o Vasco precisa defender muito bem porque este é o fundamento mais forte da equipe de Franca.
Hoje, o técnico comandou um treinamento com bola no Maracanãzinho, onde serão disputadas a segunda e a quinta partida da série final. A defesa foi muito trabalhada e Meléndez deu várias orientações aos seus jogadores. O clima do treino foi ameno, com muitas brincadeiras entre os atletas e a comissão técnica. Depois desta preparação, o treinador conversou com os jogadores por alguns minutos e formou uma corrente, para unir o grupo.
Além do tempo parado, outra preocupação dos jogadores do Vasco no jogo de amanhã é a torcida de Franca, que apoia o time o tempo inteiro. Demétrius, que atuou no Franca por 11 anos, disse que os jogadores devem esquecer os torcedores e concentrar-se no jogo. "Serão 8 mil pessoas gritando, mas eu acho que nós somos experientes e saberemos superar isso." O armador teme que a pressão dos torcedores possa influenciar a atuação do juiz.
Vargas é outro que jogou pelo Franca e lembra da torcida com carinho. "Fui muito feliz em Franca, o primeiro clube em que atuei no Brasil, mas agora sou vascaíno." O porto-riquenho diz que apesar de, agora, ter a torcida contra, não vai se intimidar. Os atletas do Vasco também esperam o mesmo apoio que os francanos vão dar ao seu time, quando os jogos forem no Rio. De acordo com Rogério, a torcida vascaína é muito "calorosa" e motiva o jogador. "Quando ela nos incentiva, ganhamos força para correr mais."

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