Teresópolis - Uma coisa que chamou a atenção no período que a seleção brasileira passou na Granja Comary nesta semana foi a falta de gols nos dois treinos táticos e no coletivo comandando pelo técnico Dunga. Foi apenas um marcado em mais de 120 minutos, no trabalho de quarta-feira. Elano anotou, em passe de Adriano.
Questionado a respeito, o treinador mostrou irritação: ''Gol em treino não é o mais importante. O importante é criar oportunidades, é ter o time bem arrumado'', disse Dunga. ''E tem mais: do outro lado tem um time muito qualificado, é Daniel Alves, Alex (Silva), Juan (Maldonado), Lucas. Enfrentar uma equipe de suplentes da seleção brasileira é sempre complicado''.
Só que não é só nos treinamentos que o ataque da seleção não tem funcionado tão bem. Nas Eliminatórias, o Brasil só marcou 11 gols, em oito partidas. É apenas o quarto mais positivo, e nos últimos quatro jogos anotou somente três, todos contra o Chile. Contra Paraguai, Argentina e Bolívia, esta última a lanterna da competição e jogando em casa, o time de Dunga ficou no zero.
A presença de uma dupla de ataque como Robinho e Adriano e o retorno de Kaká podem ser os diferenciais. Robinho é o goleador da Era Dunga, com dez gols, seguido de perto por Kaká, que anotou nove. E Adriano, com uma média de 0,61 gol por duelo, é o quinto atacante mais eficiente da história da seleção.
Dunga também teve que responder sobre a escalação de Elano no meio-de-campo, o que para alguns críticos configura uma equipe com três volantes. ''O Elano, na minha visão, é um meia armador. Ele só precisa recompor a marcação quando não estamos com a bola.. Mas isso é o princípio de todo o time, ficar atrás da linha da bola quando estamos sem ela''.

mockup