Falta de patrocínio obriga Maringá a deixar a Superliga
Marcos Zanatta
De Maringá
O Maringá Vôlei Club anunciou oficialmente ontem a desistência de permanecer na Superliga Nacional masculina, depois de 14 partidas sem vitória. O problema que levou o time a deixar a competição, no entanto, foi a falta de patrocinadores e, consequentemente, de dinheiro. Em nota distribuída à imprensa, a diretoria do Maringá Vôlei lamenta não ter conseguido patrocinadores para a segunda fase da Superliga, e evitanto a repetição dos problemas ocorridos na temporada passada, decidiu por encerrar as atividades. A nota pede ainda desculpas às demais equipes pela decisão.
O supervisor do Maringá, o ex-jogador Carlos Eduardo Mantovanelli, o Carlão, disse ontem à Folha que não existia outra saída para o time. Chegamos à conclusão que sair agora evitaria uma situação mais agravante, explicou. Ele não soube precisar o quanto o clube está devendo, disse que a dívida de R$ 380 mil é da temporada passada e que para continuar até o final da competição seriam necessários pelo menos R$ 150 mil. Não temos apoio para isso, resumiu.
A desistência do Maringá Vôlei foi comunicada à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). Ontem de manhã os dirigentes reuniram jogadores e equipe técnica, no total 23 pessoas, para comunicar a desistência do time. Segundo Carlão, o clube está devendo apenas parte dos salários de janeiro.
Sem poupar críticas, Carlão lembra que desde o início da temporada, em dezembro, vem procurando o poder público e empresas de Maringá, na tentativa de manter a equipe. Faltou um pouco de sensibilidade de todo lado, acha ele. Ontem a Folha tentou falar com o secretário de Esportes de Maringá, João Marin Mechia, mas ele não estava na secretaria e não retornou a ligação. Durante a primeira fase, Carlão criticou também a falta de empenho dos jogadores, a maior parte inexperiente e, segundo ele, sem vontade.
O que a gente mais sente agora é pela torcida, disse. No último jogo, na terça-feira, contra o Banespa, 240 pessoas estavam no Ginásio Chico Neto. A média de público na atual temporada, no entanto, não chegava a 100 torcedores. Até o ano passado o time conseguia levar mais de três 3 mil torcedores ao ginásio. O público não tem culpa, defende Carlão. Ele adianta que o Maringá Vôlei não acaba. O clube vai manter um trabalho de base com crianças carentes. Quem sabe daqui alguns anos a gente está de volta na Superliga, diz Carlão.





