Falta de informações sobre adversário preocupa a Lusa
São Paulo, 16 (AE) - A Portuguesa enfrenta amanhã (17) o Independência, do Acre, pela Copa do Brasil, consciente de que o maior adversário do time é ele próprio. A maior preocupação dos jogadores é que o excesso de otimismo - aliado à falta de informações sobre a equipe acreana - acabe colocando o time em uma situação difícil na partida que será realizada em Rio Branco
às 22 horas, horário de Brasília. "De certa maneira é mais difícil do que jogar contra o Santos"
diz o volante Simão, lembrando do próximo adversário do Campeonato Paulista. Segundo ele, o clássico contra o time comandado por Leão é difícil, mas os jogadores sabem como o adversário vai atuar. "Acho complicado quando a gente entra em campo sem saber como é a equipe contra quem a gente joga."
O zagueiro César, recentemente convocado para integrar a seleção brasileira, diz que os jogadores da Portuguesa vão procurar informações sobre o adversário falando com pessoas da cidade. "Acredito que o Independência deve começar naquela correria, como tem acontecido normalmente quando atuamos fora de casa."
O atacante Leandro, que no treino hoje teve uma breve performance como goleiro, soube que reserva do Independência nesta posição, Valtemir, também trabalha como segurança, e quando jogou no Rio Branco ficou famoso por agredir o árbitro da partida contra o Flamengo, pela Copa do Brasil. "Com ele tem de ficar com um olho lá e outro aqui."
Zagallo confirmou que manterá o time que atuou contra o Mogi Mirim pelo Campeonato Paulista. "O importante será impor o nosso ritmo de jogo e estudar o adversário nos primeiros minutos." Lembrando a famosa frase de Dom Pedro I, o técnico diz que o time fará tudo para vencer com diferença de dois gols e classificar o time para a próxima fase da Copa do Brasil. "De certa forma, é Independência ou morte!"
Leão x Lobo - Em Rio Branco, a expectativa dos jogadores é grande pela oportunidade de conhecer Zagallo pessoalmente. "Eles esperam fazer um bom papel e, quem sabe conseguir que o técnico os indique para um clube pequeno do sul", diz o presidente do clube, José Eugênio Leão Braga, o Macapá. O presidente brinca com seu sobrenome e o de Zagallo. "Será o Lobo contra o Leão."
Segundo o presidente, a equipe é jovem, veloz e os todos os atletas exercem outra profissão além de jogador de futebol. "Dênis e Edilsinho são estudantes, o Siqueira, o Cubu e o Klowsbey são funcionários públicos, o Mundoca é pastor, o Dedé é motorista e o Jorge taxista, o Carlos tem uma lavanderia, o Alan um pequeno comércio e o Marquinho trabalha em supermercado." O presidente explica que como o time joga apenas 4 meses por ano, a equipe se desfaz depois da temporada e os jogadores precisam ter outro emprego para sustentar-se. A média salarial da equipe é de R$ 500,00 e caso vençam a Portuguesa receberão R$ 1 mil. Independência - Klowsbey; Marquinho, Jorge, Carlos e Cubu; Alan, Dedé, Siqueira e Mundoca; Dênis e Edilsinho. Técnico - Milton Jorge. Portuguesa: Fabiano; Márcio Goiano, Émerson, César e Augusto; Simão, Carlinhos, Evandro e Alexandre; Aílton e Leandro. Técnico - Zagallo. Juiz - Etevaldo Batista de Araújo (DF). Local - José de Melo, em Rio Branco (20 horas).





