A posição delicada do Atlético na tabela do Campeonato Brasileiro, em 18º lugar com apenas 23 pontos e na zona de rebaixamento, mostrou um sério problema ao torcedor. A equipe tem o segundo pior ataque da competição, com 24 gols - ganha apenas do Ipatinga, com 22 gols -, apesar de ter utilizado 15 jogadores na frente, além do meia Ferreira, que em algumas partidas jogou adiantado. Para ilustrar a situação, o artilheiro do time é o volante Alan Bahia, autor de seis gols, seguido de Pedro Oldoni, com cinco gols em 15 jogos.
Amanhã, contra a Portuguesa, na Arena da Baixada, às 18h20, o técnico Geninho deve testar uma nova dupla de ataque formada por Rafael Moura, com quem trabalhou no Corinthians, e Julio Cesar, que jogou duas partidas, apenas uma a menos que Moura, que marcou um gol durante a campanha rubro-negra.
Segundo o jogador, a volta de alguns atletas experientes ao time, como o volante Valencia, o recuo de Ferreira, que prorrogou seu contrato até junho de 2009, e também a chegada de Alberto, pela lateral, podem melhorar a qualidade no toque de bola.
A falta de qualidade e as poucas oportunidades foram, segundo o atacante Marcelo Ramos, dispensado pelo clube onde chegou a ser homenageado no final do ano passado, quando marcou seu gol número 400, os motivos para a baixa produtividade da equipe.
Vice-artilheiro com cinco gols, Pedro Oldoni foi pretendido pelo futebol europeu, mas não se transferiu para clube algum. O atleta nunca se firmou como titular e era utilizado pelos ex-treinadores, entre eles Roberto Fernandes, como uma opção para jogadas aéreas. Engrossando a lista dos piores ataques do campeonato se encontram o Náutico, com 25 gols e o Sport, com 26 gols.
O ex-presidente do clube, Marcus Coelho, juntamente com o ex-diretor Walmor Zimermann e outras pessoas ligadas ao clube, assinaram um manifesto de apoio ao clube, onde pedem a união de todos os torcedores para tirar o Atlético da situação em que se encontra.

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