Santos - Se Leandro Damião era contestado até quando fazia gol, com Ricardo Oliveira acontece o inverso. Em sete jogos, o atacante cuja contratação foi pedida por Robinho fez apenas um, em cobrança de pênalti, mas tem sempre o seu futebol exaltado pelo técnico Enderson Moreira e pelos principais companheiros. Talvez em razão de na sua primeira passagem pelo clube, em 2003, ter anotado 22 em 32 partidas.
Além disso, Damião carregava o peso de ter sido o maior investimento feito pelo Santos em toda a sua história, enquanto Ricardo chegou de graça e assinou contrato curto, por produtividade. Ele se diz tranquilo e chega a lembrar a célebre frase de Carlos Alberto Parreira de que "o gol é apenas um detalhe".
"Essa situação não me tira o sono. Tenho feito um trabalho importante para que os gols aconteçam e me preocuparia se não tivéssemos criando oportunidades para marcar. O gol vai sair", disse Ricardo, após o treino da manhã no CT Rei Pelé. "O que me deixa feliz é que estou contribuindo e o coletivo está crescendo, depois de um início sob muita desconfiança. Éramos um grupo sem crédito. Eu vou lutar para permanecer no clube, mas sem ansiedade e obsessão de ter de mostrar mais para ficar (ter o contrato renovado após o Campeonato Paulista)".
Ao retornar para a sua segunda passagem pelo Santos, Ricardo encontrou o que mais procurava: um ambiente agradável, depois da crise que abalou as estruturas do clube pela falta de dinheiro e atraso no pagamento de salários na virada do ano e troca de diretoria, e um grupo amigo.

mockup