Uma das explicações para o menor interesse do torcedor londrinense por algumas modalidades talvez esteja na desorganização dos campeonatos ou na falta de estrutura profissional dos clubes. A Liga Nacional de Handebol, por exemplo, mal começou e já teve uma equipe eliminada, por falta de documentação dos seus atletas – o Itajaí-SC. O torneio, que já tinha poucas equipes em comparação com as edições anteriores (eram 10 em 2006 e oito em 2007), começou com sete e agora tem apenas seis times, sendo quatro de São Paulo, só um do Paraná (Unopar) e outro de Santa Catarina (Blumenau), o que mostra a pouca representatividade dos Estados na competição.
  O episódio envolvendo eliminação de uma equipe (Itajaí) por motivo de W.O. – quando um time não comparece ao jogo ou desiste da competição – não é novidade na Liga de Handebol. Em 2006, Saldanha da Gama-ES e Campos-RJ já protagonizaram episódios parecidos, o que prejudicou a imagem da competição. ‘‘É uma situação lamentável, que atrapalha a divulgação da nossa modalidade’’, afirma o técnico Giancarlos Ramirez, da Unopar/FEL/Londrina.
  Para ele, a Liga precisa crescer e poderia ter pelo menos outras quatro equipes que também fazem um trabalho de base no handebol: Hebraica-SP, Florianópolis, Chapecó-SC e Maringá. ‘‘Assim o torcedor verá um campeonato mais disputado e atraente. Mas isso só será possível quando os clubes tomarem conta da Liga e quando uma empresa de marketing passar a gerenciar e lucrar com a competição, vendendo espaços publicitários e o televisionamento’’, opina Ramirez.
  Outra necessidade, segundo ele, é a Confederação (CBHb) investir mais na Liga. ‘‘Eles (CBHb) investem quase toda a sua verba só nas seleções. E os clubes, que são quem forma os jogadores, ficam passando dificuldades, às vezes até para viajar’’, comenta o treinador. (J.K.)

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