O time do Telepar/Maringá atravessa a pior crise financeira vivida desde a criação da equipe, que participa pelo sétimo ano consecutivo da Superliga Nacional de Vôlei Masculino. Os jogadores estão há três meses e meio sem receber os salários, o time deve para fornecedores, e alguns patrocinadores estão com o repasse em atraso. ‘‘Vamos pelo menos acabar a atual temporada, mas, sem perspectivas, não disputaremos a superliga do próximo ano’’, disse ontem à Folha a diretora interina do Telepar/Maringá, Claudia Costa da Silva.
Ontem, diretoria e jogadores buscavam uma saída para a crise. Uma das idéias era passar um abaixo-assinado na cidade, que seria enviado às autoridades em todos os níveis. Outra era dos jogadores rasparem e pintarem os cabelos, em forma de protesto contra a falta de apoio. ‘‘Chegamos no limite, não temos mais o que fazer, mas vamos lutar para irmos até o final da temporada’’, afirmou Claudia Silva. Ela calcula que a dívida atual do time esteja em torno de R$ 300 mil, para uma arrecadação que varia conforme os patrocinadores e o resultado dos jogos em casa. ‘‘A Audi (uma das patrocinadoras) não vem repassando, e não tem previsão’’, lamenta.
Tudo que entra nas bilheterias e na venda do bar e de material promocional é repassado para os jogadores. Mas ainda é muito pouco. Os kits promocionais, com chaveiros, botons, camisetas e outros materiais do time, rendem de R$ 300 a R$ 400 ao mês. Claudia diz que todo dinheiro arrecadado pelo Telepar/Maringá durante uma temporada é gasto em um mês ou até menos pelos times considerados ‘‘de ponta’’.
Há cerca de um mês, ela acreditava que a falta de dinheiro não vinha influenciando no desempenho dos jogadores. Ontem ela afirmou à Folha que o problema já está pesando no resultado dos últimos jogos. No sábado, o Maringá perdeu de 3 x 1 para o Banespa. ‘‘Mas ainda temos chances se vencermos três partidas.’’ A esperança é de superar os próximos adversários e conseguir arrecadar. Amanhã à noite o time enfrenta o Bento Gonçalves, em Maringá. ‘‘Estamos chamando o público para empurrar a equipe e conseguir uma renda razoável’’, espera Claudia.

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