Falta de continuidade foi o maior problema do Paraná
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Mais do que uma perda dentro de campo, a saída de Giuliano para o Internacional, retrata de maneira fiel a falta de continuidade que foi o grande problema do Paraná ao longo de 2008. O meia, que é o 25º atleta a deixar o clube neste mês - outros 11 já foram contratados para a próxima temporada -, foi o que mais atuou pelo Tricolor na atual temporada, com 56 jogos, e deixa uma lacuna no meio-campo, que pode ser preenchida por Gedeon ou, mais provavelmente, por um dos dois reforços ainda esperados na Vila Capanema.
Titular na maioria dos 67 jogos do clube nos três campeonatos oficiais da temporada - Paranaense, Copa do Brasil e Série B -, Giuliano foi o mais efetivo dos 73 atletas escalados por seis treinadores diferentes (incluindo os interinos Fernando Tonet, que dirigiu o Paraná nos dois primeiros jogos do Estadual comandando um time reserva; e André Chita, que substituiu o suspenso Paulo Comelli em algumas partidas no 2º semestre).
A grande quantidade não refletiu em qualidade e o time foi bastante questionado pela torcida. Primeiro, ao ficar fora da final do Paranaense depois de dois anos e mais tarde, pela péssima campanha do 1º turno da Série B. Não foi à toa que da equipe principal que estreou na 3 rodada do Estadual, somente André Luiz esteve no time de Comelli que disputou a última partida oficial do ano, na derrota por 3 a 1 para o Santo André.


