Falta de competitividade no handebol deve diminuir
A carência de uma estrutura mais profissional afeta a maioria das equipes de handebol do País e contribui para a falta de equilíbrio da Liga Nacional - as mesmas quatro equipes disputam o título já há seis anos: Metodista, Unifil, Pinheiros e São Caetano.
Questionado sobre o assunto, o técnico da Unifil, Giancarlos Ramirez, disse que a tendência é diminuir essa desigualdade: ''Fazer esporte no Brasil é complicado porque falta verba para as modalidades de alto rendimento. Não há uma política neste sentido e aí algumas equipes com patrocínio se sobressaem demais em relação às outras. No handebol, a tendência é haver maior equilíbrio a partir de 2007'', informou.
Seguindo a medida já adotada no vôlei, a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) limitará em 14 o número de jogadores adultos das equipes, objetivando distribuir melhor os atletas no mercado e aumentar o equilíbrio entre as equipes. ''É o começo para termos uma Liga mais competitiva no Brasil e para melhorarmos o nível do nosso handebol'', comentou Ramirez.
Ele diz que não há comparação entre o Brasil e países como Espanha, Alemanha e França, onde há ligas com três divisões, cada uma com 20 clubes. No Brasil, a única liga tem dez equipes. (J.K.)





