Falta de artilheiro preocupa Luxemburgo
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terça-feira, 01 de dezembro de 1998
Agência Estado 
Um dos principais defeitos do Corinthians no jogo de domingo contra o Santos, segundo o técnico Wanderley Luxemburgo, foram as finalizações. Para ele, o time teve chances de fazer 2 a 0 e definir a partida, mas não as aproveitou. O que preocupa o treinador é o fato de ele não ter perspectivas para solucionar o problema. Após 27 partidas no campeonato, Luxemburgo ainda não conseguiu achar o seu camisa 9, o homem-gol do time.
Mirandinha, Dinei e Didi fizeram e ainda estão fazendo um revezamento na função de companheiro de Edílson, mas nenhum deles aprovou. Juntos fizeram apenas oito gols, menos que Edílson (12) e Marcelinho (15). Mirandinha, contundido, só ficou fora de uma partida. Mas fez apenas sete jogos completos, foi substituído em 11, entrou em oito e marcou quatro gols. Didi jogou 20 das 27 partidas do time - duas completas - e marcou dois gols. Dinei fez o mesmo número de gols em 15 jogos.
O artilheiro do time, Marcelinho, esteve afastado por indisciplina e não marca gols desde 18 de outubro. Para o jogo de domingo, Luxemburgo mantém a dúvida entre Didi e Dinei no ataque. O time deve ter outra postura tática. Vamos jogar em casa e teremos de tomar a iniciativa, afirmou.
Santos - Depois da vitória os santistas começam esta manhã os ensaios para domingo, quando pretendem definir a vaga. Vai ser mais difícil o jogo, disse o zagueiro Argel, que completou: Se mantivermos a mesma garra e humildade, poderemos chegar a esse bom resultado.
Mesmo com a confiança aumentada em razão do clássico de domingo na Vila Belmiro, o meia Jorginho sabe que é preciso conter o entusiasmo: Ainda não ganhamos nada e não podemos deixar que eles criem oportunidades como criaram, temos que fazer com que errem e, ainda, acertar muito mais do que acertamos.
Leão já anunciou que não mexerá na equipe e a situação de Marcos Basílio, que deixou o campo machucado, não o preocupa. Não há favoritismo na próxima partida e nosso time é um dos poucos que joga com três homens ofensivos disse, garantindo que o Santos manterá essa característica. Ele acha que os jogadores que estão entrando durante as partidas têm correspondido. São pessoas diferentes em campo, mas que jogam de uma forma igual e isso é muito bom.
O zagueiro Argel acha que o time conseguiu um bom grau de maturidade. É difícil levar um gol logo no primeiro minuto e ter o poder de reação que tivemos. Como as palavras de ordem na Vila Belmiro são garra, tranquilidade e humildade, o jogador repete essas receitas e nem pensa em facilidades: Temos que continuar humildes, com os pés no chão, porque não ganhamos nada ainda, imitou Jorginho.


