Falta de apoio não impede sucesso de piloto londrinense
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Renato Oliveira<BR> Reportagem Local 
Uma tendinite no joelho do piloto Luciano Kubrusli foi a brecha para Cesinha Bonilha dar um importante passo no automobilismo. Depois de correr e vencer quase todas as categorias do circuito regional, ele estreou em julho no Racing Festival, correndo pelo Trofeo Linea. Controverso, ele chegou colocando banca para cima de Cacá Bueno. Na pista, venceu o atual campeão da Stock Car. Mas fora dela, precisa se virar para manter seu box na ativa.
Bonilha trabalha como preparador de pilotos, o que permitiu um contato prévio com nomes que correm na Stock Car. ''A vantagem agora é a chance de mostrar meu trabalho competindo com eles. Consegui ganhar corrida. Me mostrei rápido em etapas que não eram na minha casa. Também consegui o reconhecimento de outros pilotos'', comemora.
Mas a vida de piloto não é feita só de fama. O aporte financeiro é até mais importante do que braço. ''Às vezes alguém não tem condição nenhuma de correr, mas tem a grana, se banca e corre'', observa. ''É o contrário de quem guia bem e ganha corridas em equipes que não têm rentabilidade para se garantir sem gerar custos. Nesse caso, você acabará sendo trocado por outro piloto inferior, mas que tenha dinheiro'', lamenta.
Para não ver o sonho morrer, no restante do ano, Bonilha vai se bancar com apoio da equipe no Trofeo Linea. A temporada custa cerca de R$ 350 mil, o que custa cerca de R$ 60 mil por etapa. ''A maioria das empresas fecha a programação do patrocínio esportivo com um ano de antecedência. Elas fecham a cota de dinheiro destinado ao esporte um ano antes. A primeira temporada está complicada'', argumenta.
Antes de tentar acertar alguma empresa para correr em 2011, Bonilha investe as economias, conta com apoio de amigos e equipe, que também está atrás de patrocínio.
Quanto ao Trofeo Linea, que ainda busca lugares entre campeonatos da categoria turismo como Stock Car e GT3, a cúpula dirigida por Titônio Massa sonha alto. Com bom retorno de mídia na primeira temporada, eles já querem figurar ao lado das mais rentáveis categorias do ponto de vista de negócio.
''Tiveram quatro etapas e o retorno de mídia tem sido bom. Acho que tem tudo para ser a terceira categoria, atrás da Stock Car e da Fórmula Truck, em retorno de mídia. Mas a intenção deles é ser o segundo maior evento nacional'', finaliza Bonilha.


