Londrina - No último fim de semana, Leonardo Faleiros Teixeira faturou seis medalhas de bronze nos Jogos Abertos Brasileiros (Jab's). Vitórias modestas quando comparadas às braçadas que precisa improvisar na sobrevivência diária como nadador. Em setembro do ano passado, após um ano e meio sem treinar, Teixeira foi chamado para defender Cascavel nos Jogos Abertos do Paraná (JAP's) e a partir daí recomeçou sua batalha nas piscinas.
''Após três meses de treinos, ajudei a equipe de Cascavel a ser campeã dos Jogos Abertos. Ganhamos os três revezamentos que nadamos, e ainda fiquei a 12 centésimos de bater o recorde (paranaense)'', recorda Teixeira.
Segundo ele, a iniciativa de convidá-lo a defender Cascavel partiu de um ex-técnico que sabia que desde 2007 ele estava sem competir, ocasião em que rescindiu contrato com o Minas Tênis Clube. A situação do nadador é difícil porque a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) não tem projetos de apoio a nadadores com mais de 18 anos de idade. ''Foi por isso que fiquei parado em 2007'', conta.
Segundo relata, como até o ano passado Londrina não estava inscrita nos JAP's, a Fundação argumentava que não existia interesse. Agora que não está mais defendendo a equipe cascavelense, ele precisa de apoio para continuar treinando e não sair das piscinas. ''Não seria um salário de atleta, mas uma ajuda para custear viagens para participar de competições'', reivindica o atleta, que treina na Arel.
Ao invés de seguir o exemplo de nadadores que defendem equipes como Botafogo ou Flamengo, que contratam atletas que se destacam em outros estados para nadar por seus clubes, Teixeira prefere permanecer em Londrina para terminar seus estudos. Seu sonho é trabalhar como técnico de natação no futuro e utilizar os conhecimentos adquiridos com Oscar Herickson e Dema, treinadores pelos quais tem grande estima.
Porém, acredita que é difícil dar continuidade no projeto por conta da escassez de recursos para a natação. ''Eu poderia estar nadando entre os melhores do País, mas não é possível por falta de incentivo. Londrina dá 250 mil reais para o handebol, e o que custa dar 50 mil por ano para a natação?'', alfineta.

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