Curitiba - A audiência pública, realizada ontem de manhã no plenarinho da Assembleia Legislativa para debater projeto de lei conhecido como ''Arena Copel'', mostrou que o assunto é polêmico e não há consenso sobre qual a melhor forma para viabilizar um estádio de acordo com as exigências da Federação Internacional de Futebol (FIFA), e garantir Curitiba como uma das cidades-sede da Copa 2014. O projeto, de autoria do deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), líder do governo estadual na Casa, autoriza a Companhia Paranaense de Energia (Copel) a firmar contrato de concessão de direito de nome (naming rigths) com o Clube Atlético Paranaense (CAP). Em contrapartida, a estatal investiria R$ 40 milhões para a reforma no estádio, que passaria a se chamar Arena Copel.
Todos os presentes na audiência foram unânimes: é preciso garantir a escolha da Capital para, com isso, não perder os investimentos na ordem de R$ 4 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento especiais para a Copa, chamado de PAC da Copa. O problema é definir quem vai pagar a conta para que a cidade sedie jogos do Mundial, o que exige uma solução rápida já que Curitiba tem até o final da semana de prazo para apresentar garantias financeiras à Fifa de como pretende sediar o evento. De qualquer forma, o projeto, que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia, vai para votação do plenário no dia 3 de agosto, quando os deputados retornarem do recesso de julho.
''Não se trata de usar dinheiro público em algo privado, seria um investimento de uma empresa pública, que tem um faturamento mensal de R$ 750 milhões, em publicidade'', defendeu Romanelli. O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Gláucio Amadeu Geara, relembrou compromissos assumidos pelas partes envolvidas em 2008, quando o clube foi indicado para sediar a Copa. ''Desde o primeiro momento deixamos claro que o Atlético não teria condições financeiras de fazer as obras sozinho, que teria possibilidade de arcar com 33% das obras'', afirmou. As outras duas cotas de 33%, segundo ele, seriam assumidas pela Prefeitura de Curitiba e Governo do Paraná. O valor das obras para conclusão do estádio gira em torno de R$ 130 milhões. A Prefeitura, por sua vez, já ofereceu R$ 40 milhões em potencial construtivo.
Os representantes da Prefeitura de Curitiba e do Governo do estado defenderam investimentos públicos e não se opuseram ao projeto de Romanelli. ''O valor a ser investido é infinitamente pequeno, é um troco se comparado aos investimentos nas outras cidades. que vão de R$ 300 milhões a 1,3 bilhão, como é o caso do estádio do Maracanã. O retorno para a cidade será muito maior'', disse o gestor da Prefeitura para a Copa, Luiz de Carvalho.
''Se a Eletrosul pode, porque a Copel não pode investir?'', questionou o secretário especial de Estado para Assuntos da Copa 2014, Algaci Tulio, referindo-se aos investimentos que a estatal catarinense está fazendo em estádios de dois clubes daquele estado. Segundo Tulio, o assunto será discutido com governo, prefeitura e precisa da aprovação dos acionistas da Copel. Caso essa alternativa não seja viável, ele diz que é preciso urgente ''apelar para o projeto b''.

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