A luta para encontrar patrocinadores não é um 'privilégio' apenas do time profissional de vôlei de Londrina. Nas categorias de base, a situação se repete e dificulta o trabalho de quem literalmente 'se vira nos 30' para formar novos jogadores para o esporte que já trouxe três medalhas de ouro olímpicas para o Brasil.
Desde 1988, Ronivaldo Marques, o Fumaça, desenvolve um programa de formação, integrante do Projeto Futuro, em Londrina. Por ele já passaram alguns jogadores que hoje atuam em clubes da Superliga Masculina, como o central Rafael, do Florianópolis, e o levantador Renan, que já atuou no voleibol português e hoje defende o São Bernardo (SP). Mesmo assim, ainda falta participação da iniciativa privada.
O único apoio que o projeto tem hoje é da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), que através do Feipe (Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos) libera R$ 50 mil anuais. O coordenador, no entanto, reclama que a verba é insuficiente e pede mais apoio da iniciativa privada. ''Minha ideia é conseguir o apoio de pelo menos dez empresas para bancar a quadra e dar melhores condições de treinos aos atletas'', almeja Fumaça.
Atualmente, o dinheiro para pagar o aluguel da quadra do Canadá e a ajuda para alguns meninos sai do bolso do próprio professor. ''Se conseguisse pelo menos mais mil reais por mês já seria muito bom'', disse.
O projeto coordenado por Fumaça atende 100 jovens nascidos entre 1994 e 1999, em polos de treinamentos instalados no Canadá Country Clube e no Colégio Estadual Marcelino Champagnat. A ideia do professor é ampliar o atendimento para outros cinco polos já a partir da próxima semana e estender o atendimento para 600 jovens. Estes novos centros de treinamento serão instalados no colégios Vicente Rijo, Polivalente, Nossa Senhora de Lurdes, Pe. Wistremundo Roberto Garcia e Maria Balzanelo Aguilera.
Auxiliar de Toninho Resende na Superliga Masculina de Vôlei, o treinador espera também servir de ponte para levar alguns de seus jovens ao time profissional, que na atual temporada não tinha nenhum londrinense no elenco. ''A ideia é melhorar o nível dos Jogos Escolares londrinenses, que hoje não têm qualidade, melhorar esta formação para quem sabe um dia alguns terem oportunidade de jogar no profissional'', finaliza.
Quem tiver interesse em iniciar os treinamentos ou ajudar o projeto pode entrar em contato com Fumaça pelo telefone: (43) 9959-4962.

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