SELEÇÃO BRASILEIRA
Falhas na defesa causam preocupação
Último treino foi todo dedicado a corrigir o posicionamento
Albari RosaPerigo mexicanoO atacante Luis Hernández, que prometeu gol contra o BrasilLuiz Claudio Oliveira
Enviado da FolhaA goleada brasileira de 7 a 0 sobre a Venezuela, na última quarta-feira à noite, agradou ao técnico Wanderley Luxemburgo apenas em parte - a parte do ataque. Com relação à defesa, ele viu falhas que não podem se repetir no jogo de hoje, contra o México. ‘‘Não podemos dar para os mexicanos a mesma facilidade que demos para os venezuelanos’’, afirma ele.
Esse pensamento o técnico levou ao treinamento da Seleção, ontem de manhã, no Estádio do ABC, em Foz do Iguaçu.
Luxemburgo praticamente esqueceu dos atacantes e trabalhou muito com a defesa, exigindo decisão dos zagueiros. Ele não quer nenhuma hesitação dos defensores para não dar chances à dupla de ataque mexicana formada por Blanco e Hernández.
Blanco não é tão rápido quanto o colega, mas sabe driblar bem e tem um chute forte. Hernández é veloz, tem uma perfeita colocação de área e ‘‘faro de gol’’.
O contra-ataque mexicano é muito perigoso e a defesa é compacta. Quando recuperam a posse de bola, não se constrangem em dar verdadeiros chutões para a frente em busca dos dois atacantes, que mudam de posicionamento constantemente.
Luxemburgo treinou justamente o posicionamento dos laterais, zagueiros e volantes para combater esse passe longo.
Para o técnico, ainda falta um pouco de entrosamento entre Odvan e Antônio Carlos.
‘‘Eles só atuaram duas vezes juntos e ainda precisam se entrosar’’, diz o treinador. ‘‘Vão crescer durante a competição, como toda a equipe.’’
Antônio Carlos discorda. ‘‘Não é problema de entrosamento, mas de posicionamento. No jogo com a Venezuela, os laterais foram mais atacantes que defensores e deixaram espaços para os atacantes venezuelanos.’’
Mesmo assim, ele lembrou que isso aconteceu apenas no final da partida. ‘‘Depois que estava seis ou sete a zero, todo mundo queria atacar; precisamos tomar mais cuidado’’, ele adverte.
Odvan, o ‘‘zagueiro-zagueiro’’, como define Luxemburgo, não se preocupou muito com as oportunidades venezuelanas. ‘‘A bola pode até passar, mas o importante é o atacante não conseguir tocar.’’
Quanto ao fato de enfrentar Hernández, que teria declarado que vai marcar um gol no Brasil, ele também não esquenta a cabeça. ‘‘Sou um jogador que gosta de desafios’’, afirma o vascaíno.
O volante Vampeta explica que o importante é a equipe ‘‘diminuir o espaço’’ para não permitir os contra-ataques.
Ele e Cafu treinaram a cobertura tanto dos laterais quanto dos meio-campistas.
Sempre quando um vai ao ataque, o outro tem que auxiliar a marcação.

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