Falhas da zaga deixam Brasil em alerta
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quinta-feira, 03 de fevereiro de 2000
Por Silvio Barsetti 
Londrina, 03 (AE) - As falhas da zaga do Brasil no jogo com a Argentina serviram como alerta à seleção para a partida desta sexta-feira à noite, contra o Chile, que tem o segundo artilheiro do Torneio Pré-Olímpico, Hector Tapias, com cinco gols. Embora venham se destacando na competição no aspecto técnico, álvaro e Fábio Bilica, o lateral Athirson e o meia Baiano, improvisado na lateral-direita, têm demonstrado ainda alguma irregularidade no que diz respeito ao posicionamento em campo. O técnico Wanderley Luxemburgo vai apontar os erros na preleção de amanhã, minutos antes da partida, para tentar evitá-los.
álvaro reconheceu que a zaga deixou a desejar em alguns momentos do jogo com os argentinos, mas notadamente nos lances que resultaram nos dois gols dos adversários - no primeiro, os dois zagueiros estavam diante do mesmo atacante. Ele fez hoje uma autocrítica da atuação da zaga na primeira partida do quadrangular final da competição. "Com certeza, o que aconteceu com a Argentina não vai se repetir", disse, sem dar detalhes de como se poderia corrigir os defeitos.
O meia Marcos Paulo também identificou problemas na marcação, apesar de fazer a ressalva de que num clássico sempre há uma falha qualquer, e afirmou que o time vai tentar ficar atento para não "dar uma brecha" aos chilenos. "Houve uma desatenção
comum nessas situações", observou.
Ele pode ser designado amanhã a não dar espaços ao meia Pizarro, o jogador mais habilidoso do Chile e autor de dribles desconcertantes na competição.
Nas primeiras partidas do torneio, a zaga quase não foi exigida, por causa da inoperância dos ataques adversários. O Chile, na estréia do Brasil, só deu dois chutes a gol e conferiu um deles, numa bola indefensável de Pizarro. Na segunda rodada, o Equador não assustou e praticamente não passou do meio-de-campo. Foi mais ou menos assim também na vitória por 3 a 0 sobre a Venezuela. O último jogo do Brasil na primeira fase, o da goleada histórica sobre a Colômbia por 9 a 0, parecia um treino em que só uma metade do campo era utilizada.
Luxemburgo sabe dos erros, mas tentou hoje minimizá-los ou simplesmente não falar sobre. "Quero enaltecer as virtudes do meu time, que aplicou duas goleadas seguidas em duas seleções muito fortes", declarou.


