A equipe PacWest, do piloto Maurício Gugelmin, falhou na preparação do Reynard-Mercedes e os amortecedores quebraram tanto no carro titular quanto no reserva, por um vazamento do fluido interno. Gugelmin deu apenas oito voltas pela manhã e quatro à tarde e ainda assim marcou o quarto tempo. ‘‘Quando o carro anda, é ótimo’’, afirmou, sem esconder o descontentamento.
Gugelmin procurou se desligar dos problemas da equipe passando três dias no santuário ecológico de Heron, uma ilha no Pacífico no meio da barreira de corais. Bastou um dia de treino, porém, para voltar a ter preocupações. Para a corrida, no entanto, Gugelmin espera um bom desempenho. ‘‘O carro está rápido e é só a gente fazer nosso dever de casa direitinho que vai andar na frente.’
Maurício torce por um dia de calor na prova, ainda mais quente do que no primeiro treino. ‘‘Quero mais que faça uns 45 graus.
Um pequeno resíduo de metal lançado pela roda traseira de um carro na saída dos boxes acabou entrando no olho esquerdo de Gugelmin durante o primeiro treino. O piloto teve de aplicar um anestésico para retirar o fragmento e voltar à pista em condições ideais para o treino final e a corrida.
Gil de Ferran fez apenas o nono tempo no treino inicial. ‘‘Esperava algo melhor’’, admitiu. André Ribeiro ficou satisfeito com os progressos da Lola-Honda. Após o aumento da rigidez do suporte do motor, o chassi está bem mais estável. ‘‘Agora temos um carro de corrida’’, comemorou.
O estreante Guálter Salles, 19º, levou tempo para aprender a pista. ‘‘É bem difícil, mas aos poucos estou pegando os macetes.’

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