Falcão quer contrato mais longo
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Folhapress 
São Paulo - O técnico Paulo Roberto Falcão confirmou ontem que negocia com o Palmeiras. O treinador é um dos nomes cogitados pelo clube para substituir Luiz Felipe Scolari, demitido na última quinta-feira. "Fiz uma contraproposta e estou esperando", disse Falcão, que estava embarcando para São Paulo, onde participaria ontem do programa "Cartão Verde", da TV Cultura.
O grande entrave da negociação entre Falcão e o Palmeiras é o tempo de contrato. O treinador, que deixou o Bahia em julho, quer assinar um vínculo até o final da próxima temporada, enquanto o clube paulista propõe um acordo até o término do Campeonato Brasileiro.
Antes de Falcão confirmar que negociava com o Palmeiras, o presidente Arnaldo Tirone confirmou que o treinador era um dos nomes cotados.
O nome de Falcão ganhou força depois de o clube ver frustradas as três primeiras opções para a vaga. Emerson Leão (São Caetano) nem chegou a receber uma proposta devido à repercussão negativa do interesse. Jorginho e Gilson Kleina não foram liberados por Bahia e Ponte Preta, respectivamente.
No sábado, o Palmeiras faz um confronto direto contra a zona de rebaixamento. Penúltimo colocado, com 20 pontos, visita o Figueirense, 18º, que tem dois pontos a mais. Em preparação para a "decisão" em Florianópolis, o Alviverde treinará por três dias consecutivos em Itu (103 km de São Paulo). A delegação do clube viajou ontem para o interior do Estado.
Mando de campo
O procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt, afirmou ontem que o fato de a súmula do clássico entre Palmeiras e Corinthians não relatar todos os incidentes ocorridos no Pacaembu será insuficiente para aliviar uma possível pena ao mandante.
Segundo Schmitt, o Palmeiras pode ser punido com até 20 perdas de mando de campo devido ao caos instaurado no jogo. "Ele será enquadrado duas vezes no artigo 213, uma pelo quebra-quebra dos torcedores e outra pelo lançamento de objetos no gramado. Como as penas de cada enquadramento são de dez partidas, pode chegar a 20 jogos", falou o procurador.



