A londrinense Natália Falavigna inicia amanhã sua caminhada rumo ao tão sonhado ouro olímpico. E para entrar com o pé direito na disputa, a taekwondista, medalha de bronze em Pequim-2008, terá que bater uma pedreira logo na primeira luta, a coreana In Jong Lee. O combate começa às 5h30 (horário de Brasília) deste sábado.
A adversária da londrinense é medalha de prata nos Mundiais de 2007 e 2009, nas categorias até 72 kg e até 73kg, que não são olímpicas. Não bastasse a pedreira logo na primeira luta, Natália, oitava cabeça de chave, pode pegar nas quartas de final a francesa Anne-Caroline Graffe, cabeça de chave número 1 e atual campeã mundial e europeia acima de 73kg. Graffe estreia contra Natalya Mamatova, do Uzbequistão.
Na torcida
O caminho complicado, no entanto, não tira a confiança de uma torcida bem especial que Natália deixou em Londrina. Em sua academia, na região central da cidade, boa parte dos alunos promete cair logo cedo da cama para mandar uma força extra para a taekwondista. Eles fizeram até um vídeo com mensagens positivas para a atleta, que deve vê-lo pouco antes do início de seu primeiro combate.
O pequeno João Gabriel, de 8 anos, já garantiu presença na torcida. Ele conta que até já pediu para a mãe acordá-lo para não perder a luta. Isso se ele conseguir dormir. ''Estou bastante ansioso, mas confiante. Ela vai levar o ouro dessa vez'', aposta o garoto.
Outro que também não achou nada ruim perder algumas horas de sono é Arthur Ozório, de 11 anos. Apesar de ver dificuldades no caminho da londrinense, o garoto está bastante confiante em um bom desempenho dela em Londres. ''Ela pegou uma chave bem difícil, mas acho que vai conseguir a medalha. É o que todos nós queremos'', endossou o pequeno taekwondista.
Se na academia de Natália a torcida estará reforçada, na casa da família, também em Londrina, apenas o irmão César estará na frente da televisão no momento em que a lutadora adentrar o dojô para sua primeira luta. A mãe Ana Maria e o pai Manuel embarcaram no início desta semana para acompanhar de perto o desempenho da filha em Londres. Por compromissos particulares, César ficou, mas garante que, mesmo sozinho, a torcida será intensa. ''Será como se estivesse lá. Para falar a verdade, nem sei se vou conseguir dormir de tão ansioso''.

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