Falavigna se prepara para a Copa do Mundo
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quarta-feira, 03 de junho de 2009
Renato Oliveira<br>Equipe da Folha 
Londrina - Natália Falavigna embarca nos próximos dias para a Copa do Mundo de Taekwondo 2009, que será disputada entre os dias 8 e 12 deste mês, em busca de novos desafios. O torneio acontecerá em Baku, no Azerbaijão, onde a medalhista olímpica colocará em prática as novas técnicas repassadas por Walace Aires, técnico que assumiu seus treinos neste ano.
''Ainda é cedo para ter muitas mudanças, mas é um começo. Digamos que é uma pirâmide e para atingir o pico de performance é preciso corrigir muitas coisas da base, mas já consegui melhorar bastante'', analisou Natália.
As expectativas são boas, afinal Natália faturou a medalha de prata na Copa de 2002, no Japão - a competição voltou a ser disputada apenas em 2007. Nesta ocasião o Brasil não participou e agora volta em 2009, com a disputa em novo formato. ''Mas ele não me beneficia porque agora são 24 países divididos em equipes. São seis grupos e apenas os primeiros de cada grupo passam para a final. Por isso é mais competitivo, porque eu dependo de outros resultados'', opinou.
Sobre os novos padrões de luta que pretende estabelecer, elencou dois pontos importantes: padrão de movimentação e eficiência de golpes. ''Para continuar crescendo neste próximo ciclo olímpico, preciso surpreender. Mas para surpreender é fundamental mudar a estrutura de luta e golpes'', revelou.
''Devagar estabeleci algumas metas e vejo que estou no caminho para cumprir. Agora só preciso esperar uma competição para ver como será meu comportamento'', comentou Natália.
Sobre seu futuro profissional, Natália afirmou que a mudança veio com o intuito de aproveitar o que seria ''uma última fase na carreira'', afinal tem apenas mais uma Olimpíada pela frente. ''É difícil um atleta que não chegou (conquistou títulos) ter um pico aos 32 anos, mas um atleta que já chegou em alguma grande competição consegue se manter até pela inteligência emocional e capacidade técnica. Cada um é cada um. Um lutador pode seguir até uns 30 anos, depois fica difícil'', completou.


