Natália Falavigna embarca nos próximos dias para a Copa do Mundo de Taekwondo 2009, que será entre 8 e 12 deste mês, em busca de novos desafios. O torneio acontecerá em Baku, no Azerbaijão, onde a medalhista olímpica colocará em prática as novas técnicas repassadas por Walace Aires, técnico que assumiu seus treinos neste ano.
''Ainda é cedo para ter muitas mudanças, mas é um começo. Digamos que é uma pirâmide e para atingir o pico de performance é preciso corrigir muitas coisas da base, mas já consegui melhorar bastante'', analisou Natália.
As expectativas são boas, afinal Natália faturou a medalha de prata na Copa de 2002, no Japão - a competição voltou a ser disputada apenas em 2007. Nesta ocasião o Brasil não participou e agora volta em 2009 com novo formato. ''Mas ele não me beneficia porque agora são 24 países divididos em equipes. São seis grupos e apenas os primeiros de cada grupo passam para a final. Por isso é mais competitivo, porque eu dependo de outros resultados'', acredita.
Sobre os novos padrões de luta que pretende estabelecer, elenca dois pontos importantes: padrão de movimentação e eficiência de golpes. ''Para continuar crescendo neste próximo ciclo olímpico preciso surpreender. Mas para surpreender é fundamental mudar a estrutura de luta e golpes'', revela.
Segundo a atleta, uma dos maiores benefícios da mudança será no estilo de chutar, que agora será focado ''mais na altura do rosto''. ''Devagar estabeleci algumas metas e vejo que estou no caminho para cumprir. Agora só preciso esperar uma competição para ver como será meu comportamento'', acredita.
Mas um aspecto que pode surpreender a atleta é o reencontro com o ex-técnico Fernando Madureira, que também é treinador da seleção. Mesmo ciente de que terá que conviver com as decisões de Madureira, Natália diz que vai optar por tratar dos detalhes da competição com Mauro Hideki. ''Tenho minhas preferências e considero o Mauro um técnico muito bom. A opção de trabalhar com o Walace foi profissional e nas minhas escolhas dentro da seleção levo sempre em conta a questão profissional. Priorizo a possibilidade de apreender, absorver'', defende.
Sobre seu futuro profissional, Natália afirma que a mudança veio com o intuito de aproveitar o que seria ''uma última fase na carreira'', afinal tem apenas mais uma Olimpíada pela frente.
''É difícil um atleta que não chegou (conquistou títulos) ter um pico aos 32 anos, mas para um atleta que já chegou em alguma grande competição consegue se manter até pela inteligência emocional e capacidade técnica. Cada um é cada um. Um lutador pode seguir até uns 30 anos, depois fica difícil'', completou.

mockup