Fala,Professor
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terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
Há dois meses, o professor de educação física Romeu Clivati Júnior trocou as quadras das escolas onde lecionava por um novo trabalho: ser educador físico no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Caps-i) de Londrina. Apesar do pouco tempo trabalhando com crianças e adolescentes, 300 ao todo, atendidos pelo órgão municipal, ele conta que os resultados das atividades que desenvolve junto de uma equipe multidisciplinar aparecem dia a dia. Uma prova de que a atividade física é terapêutica para corpo e mente.
''Por meio da atividade física, conseguimos trabalhar com as crianças e adolescentes que atendemos a percepção corporal e espacial, a socialização, o respeito a regras. No fim das contas, elas conseguem uma grande melhora na auto-estima e na qualidade de vida'', explica Clivati Júnior.
Para desenvolver o trabalho, o professor conta com o apoio de uma ''rede'' de instituções, privadas e públicas, que cedem seus espaços para a realização das atividades. O fato de as crianças terem de deixar o Caps-i para irem a outros espaços também ajuda no trabalho. ''Com isso, conseguimos uma inserção social dos nossos alunos. Eles percebem que são bem recebidos em outros espaços'', comenta.
Para pais de crianças que precisam do esporte para um melhor desenvolvimento psicossocial, Clivati Júnior destaca que é muito importante que a inserção aconteça dentro de um esporte que agrade à criança ou adolescente. ''Quando se tratar de uma criança mais nova, é válido que os pais ofereçam vários e diferentes esportes para que haja a escolha de um''.


