''É um absurdo termos hoje tão poucas aulas de Educação Física nas escolas de Ensino Fundamental, já que esse é o principal espaço para muitas crianças desenvolverem as suas capacidades motoras e a única oportunidade para muitas delas de praticar alguma atividade física''. A crítica é do professor de Educação Física Neuradir Colinete, de Londrina, que já atuou em escolas e hoje é supervisor técnico do time de futsal do Colégio Londrinense.
Ele cita que a sua filha de 13 anos, que estuda em uma escola particular do Centro, tem apenas uma aula da disciplina por semana. ''É muito pouco. Com uma aula só, que benefício se vai ter para a saúde?'', questiona. No seu tempo de estudante, Colinete conta que tinha no mínimo três aulas por semana. ''Com isso, pegávamos gosto de fazer vários esportes, pois éramos incentivados na escola'', compara.
A filha do professor é hoje atleta de basquete mas não porque tenha aprendido no colégio, e sim no clube que a família frequenta, a Arel.
Para o professor, as escolas deveriam ter três ou quatro dias de Educação Física por semana, mas para isso as aulas precisariam ser no contraturno. ''Isso se encaixaria perfeitamente dentro da proposta de ensino em tempo integral que alguns candidatos apresentaram na campanha eleitoral'', lembrou. Se isso acontecesse seria ótimo, sugere Neuradir: ''Imagine um colégio estadual grande, como o Vicente Rijo, com centenas de meninas e meninos fazendo esporte à tarde, depois de terem assistido à aula no período da manhã. Assim, não ficariam a tarde inteira à toa, em casa ou na rua, como a maioria fica.''

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