Fala, Professora
Se dependesse apenas dos alunos e dos professores de Educação Física da rede pública, as escolas do Paraná teriam mais aulas da disciplina no currículo. Se perguntarmos a opinião dos estudantes, certamente eles irão querer umas quatro ou cinco aulas de Educação Física por semana, mas só têm duas. E o currículo escolar permite a mudança, que não acontece por falta de sensibilidade de muitos diretores, que não enxergam o ganho que se teria com isso para o aprendizado dos alunos.
Hoje os adolescentes, principalmente os que moram no Centro da cidade, não fazem nenhuma atividade física fora da escola, com raras exceções. Eles ficam muito tempo em frente ao computador ou televisão. Não brincam e não jogam mais na rua e nem sobem em árvores, como fazíamos na nossa época de infância. Por esse motivo, seria muito importante e saudável que eles praticassem mais atividades físicas na escola, o que iria ajudar tanto na parte física, quanto mental dos alunos.
A minha sugestão para encaixar um tempo maior de Educação Física no currículo escolar seria pela redução das aulas de Português ou de Matemática, já que cada uma dessas disciplinas têm atualmente cinco aulas semanais. O problema é que, normalmente, só têm essa visão os diretores que já foram professores de Educação Física
Dalva Ferreira é professora dos colégios estaduais Marcelino Champagnat e Hugo Simas, em Londrina





