FALA, PROFESSOR
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Reportagem Local 
Praças, parques e outras áreas públicas estão cada vez mais sendo tomadas por praticantes de atividades físicas. Alguns fazem uma simples caminhada, outros preferem correr e assim gastar um pouco mais de energia. Têm aqueles que são adeptos das bikes ou patins, por exemplo. Uma pergunta, no entanto, fica no ar. Quantos desses ''novos atletas'' tiveram a precaução de procurar um cardiologista, para fazer o chamado ''check-up'', antes de adotar os exercícios físicos em sua rotina diária?
Se uma pesquisa fosse feita com essas pessoas, muito provavelmente, poucas responderiam que tomaram essa medida antes de colocar a camiseta, o shorts e o tênis, e sair em busca de uma melhor condição física e, por conseguinte, de saúde.
Eles não sabem - ou se sabem deveriam mudar de atitude - que o acompanhamento médico é considerado essencial para qualquer prática esportiva, sendo ela amadora ou profissional.
O cardiologista Willyan Issamu Nazima, do Centro do Coração, ressalta que os praticantes de atividades físicas, principalmente as mais intensas, devem procurar a orientação de um especialista para evitar problemas futuros. ''O médico realizará a avaliação apropriada para paciente de acordo com o tipo, a intensidade e tempo de exercício'', lembrou.
Ele acrescenta que iniciar a prática de uma atividade física sem a prévia consulta ao cardiologista pode colocar em risco sua saúde. ''Uma avaliação pré-participação de atividade física é altamente recomendável. Pessoas aparentemente sadias e totalmente assintomáticas podem ser portadoras de cardiopatias que podem, durante atividade física, desencadear arritmias graves e paradas cardiorrespiratórias'', alertou Nazima.
O cardiologista lembra que a prática de exercícios físicos, com o devido acompanhamento de especialistas, é fundamental para a saúde e o bem-estar do ser humano. ''Tomando as devidas precauções, realizar atividade física regularmente é absolutamente seguro. Podem ser considerados raros os casos de pessoas com problemas cardiovasculares decorrentes da prática de atividade
física. Mas são cada vez mais frequentes os casos de cardiopatias em pacientes sedentários. Precisamos aprender que o hábito de ficar deitado à frente da TV esconde riscos maiores do que o hábito de caminhar, correr, pedalar ou nadar'', finalizou.


