FALA, PROFESSOR
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de dezembro de 2010
Rafael Souza <BR>Reportagem Local 
Sobe, desce, apóia, bate, aperta. Fazer isso sem as mãos é praticamente impossível. Na grande maioria das modalidades esportivas, o uso dela se faz mais que necessário, desempenhando papel importante na integração da força com a coordenação. Cada esporte tem os seus riscos de lesões mais frequentes, mas quando a mão se torna o principal agente em ação, todo cuidado é pouco.
Afinal, nos punhos, encontram-se oito pequenos ossos que fazem desta articulação uma das mais flexíveis e complexas do corpo humano. Mas também por isso e pela exposição, ela é também uma das mais frágeis, e portanto, suscetível a lesões. Entre as mais comuns, traumas por pancadas, musculares e ligamentares, estas consideradas as mais complicadas.
O ortopedista Paulo Marcel Yoshii, especialista no tratamento de mãos, relata que as lesões de punho e cotovelo são responsáveis por uma fatia importante dentro do âmbito dos traumas esportivos. ''Elas respondem por cerca de 3% a 9% de todas as lesões do meio esportivo'', apontou o médico, que coloca como principal problema o descaso do paciente aos primeiros sinais da lesão.
''O principal problema é que tanto o atleta como as pessoas comuns muitas vezes acabam subestimando este tipo de lesão. Em vez de tratar diretamente com um especialista, ele adota medidas paliativas, o que acaba retardando a recuperação da mesma posteriormente quando tratada corretamente'', relatou Marcel.
Em relação a outras áreas do corpo, como joelhos e tornozelos, a recuperação de lesões de tende a ser mais rápida, já que elas não áreas de carga. As mais simples são as lesões de tendão, para as quais o tempo médio de cura total gira em torno de um mês. Já as mais complicadas são as ligamentares, onde este tempo pode chegar a oito semanas, em casos cirúrgicos.
Para manter-se longe do incômodo das dores e evitar ficar dias de molho, a receita é simples, segundo o ortopedista. ''Evitar exageros e alongar sempre antes e depois das atividades, além de fazer um fortalecimento da região. Quanto mais fraca, mais fácil aparecer um problema'', orientou Marcel.
As dores e a instabilidade no punho são os principais sintomas de que algo está errado. Neste caso, a orientação é não aguardar o agravamento e buscar logo um diagnóstico mais apurado. ''Não dá para ficar esperando piorar. Ao menor sintoma de dor, é preciso diagnisticar, já que o retardamento pode agravar a lesão e dificultar o tratamento'', reforçou o ortopedista.


