FALA, PROFESSOR
Jogou futebol, basquete, correu, caminhou, pedalou e, após encerrar a atividade física, surgiu uma dorzinha entre as pernas Em pouco tempo, ela começa a se tornar companheira indesejável de qualquer atividade física que você faça Os movimentos vão ficando limitados por conta da incômoda sensação São os primeiros sinais da pubalgia ou dor no púbis, que atinge desde os boleiros profissionais até os craques de final de semana
O assunto pôde ser visto muito bem em 2010 Kaká sofreu na pele com o problema Contratado em junho do ano passado pelo Real Madrid por 65 milhões de euros (cerca de R$ 177 milhões na época), o jogador não foi nem sombra do apoiador que levou o Milan a conquistar tudo o que disputou O problema, ainda que maquiado pelo jogador, se arrastou por 2010 e Kaká foi um mero coadjuvante na Copa do Mundo
O púbis fica na bacia Nesse osso prendem-se vários músculos, entre eles, o reto abdominal, os oblíquos (que descem de cada lado da cintura e ajudam nos movimentos de rotação do tronco) e os adutores, que ficam na parte de dentro das coxas e que ajudam nas mudanças de direção em uma prática esportiva Quando a solicitação desses músculos é muito grande, começa um incômodo no local
A pubalgia, quando diagnosticada tardiamente ou não tratada efetivamente, pode até incapacitar os atletas Segundo o ortopedista Arício Queiroz Tavares da Silva, especialista em deformidades de membros inferiores e superiores e em medicina esportiva, as causas da doença podem ser tanto infecciosa como traumática, neste segundo caso, mais comum em esportes que envolvem corrida
O diagnóstico é realizado por meio de exames físicos e de imagem, como ressonância magnética, cintilografia e radiografia Para o especialista, dependendo da gravidade das lesões e do tempo que demorou o diagnóstico, o praticante pode passar por uma intervenção cirúrgica, tendo que ficar de três a nove meses afastado do esporte, sendo orientado a fazer reabilitação prolongada antes de retornar à atividade ''A pressa é inimiga do tratamento deste tipo de lesão'', advertiu
Uma vez diagnosticada a pubalgia, faz-se necessário o tratamento imediato, para que se evite a complicação da doença e a intervenção cirúrgica Quando a doença se torna crônica a consequência mais percebida são fraqueza dos músculos abdominais e encurtamento da musculatura posterior da coxa, deixando o tratamento mais longo e delicado
Arício Tavares aponta a fisioterapia e o repouso como fundamentais para quem sofre com a pubalgia ''Mas existem outros tratamentos, como o uso de antiinflamatórios, termoterapia e cirurgia, todos associados a muito repouso'', ressaltou
O ortopedista explica que é possível fazer a prevenção da pubalgia de forma simples ''Melhorando o equilíbrio muscular, principalmente entre a musculatura do reto abdominal e dos adutores, pode-se minimizar o risco de desenvolvimento da doença'', orientou
Serviço:
IVOT Medicina Esportiva
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Telefone: (43) 3326-8585
Londrina





