FALA, PROFESSOR
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Rafael Souza<BR> Reportagem Local 
Ronaldo, Luis Fabiano, Alexandre Pato Eles já foram ou ainda serão donos de uma das camisas mais ''pesadas'' do futebol mundial: a 9 da Seleção Brasileira Mas há algo mais comum entre os três ultimamente Todos estão desfalcando seus times com as temidas lesões musculares
Mas elas não são ''privilégio'' apenas dos jogadores de futebol Atingem também atletas de outros esportes, principalmente os que têm mais contato físico E de acordo com os especialistas, nem as donas de casas estão livres deste problema
Entre os atletas, a causa mais comum é o desgaste físico, causado pela série de jogos Já entre pessoas comuns, a falta de condicionamento físico e flexibilidade e os movimentos bruscos podem ser os grandes vilões ''Esses fatores geram uma sobrecarga no músculo, que trazem as microlesões Se continuar forçando pode romper a musculatura'', explica o fisioterapeuta Rodolfo Parreira
As lesões musculares podem apresentar três níveis de gravidade As de grau 1 são as mais leves, não há comprometimento da atividade e o tratamento é rápido Já a de grau 2 apresenta inchaço leve e edema no local O último e mais sério grau é o 3, onde a pessoa apresenta ruptura das fibras musculares, edema e hematoma O tempo de recuperação varia de duas a oito semanas, dependendo da gravidade da lesão
Nestes casos, a fisioterapia é a principal ferramenta de recuperação E segundo Parreira, ela pode atuar também na prevenção ''Trabalhamos na correção de desvios posturais e desequilíbrios musculares'', disse Mas a melhor prevenção ainda vem do próprio exercício ''A atividade física orientada ainda é a melhor alternativa para evitá-las'', completou
E não é à toa que problemas musculares correspondem a mais de 30% do total de de lesões entre os jogadores de futebol As coxas e panturrilhas são os locais mais propensos a sofrerem com problemas musculares Mas há incidências também na dorsal e abdômen Elas ainda podem ser agravadas por fatores como gramado molhado e areia
Foi exatamente o que aconteceu com Carlos Alberto Oliveira, o Bebeto, jogador de futebol de areia Ele teve uma lesão muscular média na parte posterior da coxa esquerda e não gosta nem de lembrar ''É uma dor insuportável, parece que está rasgando o músculo'', contou o atleta, que ficou cerca de 40 dias parado e fez mais de 20 sessões de fisioterapia até ficar 100% recuperado


