...FALA, PROFESSOR
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sábado, 29 de maio de 2010
Renato Oliveira<br>Reportagem Local 
O tênis sempre foi um esporte para poucos. Devido ao preço dos acessórios e à falta de quadras públicas para a prática do esporte, a troca de bolas com a raquete é restrita a frequentadores de clubes e moradores de condomínios fechados. Porém, o número de adeptos cresce na esteira do momento econômico favorável que vive o Brasil.
Segundo José Guilherme Danelon, técnico do Londrina Country Club, a grande versatilidade do tênis é a possibilidade de ser praticado por pessoas dos quatro até os 80 anos de idade. Ele explica que os benefícios quanto à saúde é grande em termos de resistência física e aeróbica, fortalecimento de músculos e articulações, além de aumento no condicionamento físico.
''A exigência em termos de nível técnico acompanha a capacidade de cada praticante. O jogador melhora a medida que aumenta a velocidade das trocas de bolas'', explica. Ele compara com a corrida ou musculação, onde é mais difícil dosar os excessos e os riscos de lesões são maiores quando não há o acompanhamento de professores.
Danelon conta que a região das pernas é a parte mais trabalhada durante uma partida. Ele explica que o quanto antes o jogador chegar no lance, maior é o tempo para rebater para o outro lado da quadra. ''Você pode ter todos os movimentos corretos, mas se não chegar no tempo certo na bola não adianta. As pernas são o grande segredo do tênis'', conta.
Segundo Danelon, o tênis também melhora o raciocínio. Como a bola leva frações de segundos para atravessar a quadra, isso exige rápidas tomadas de decisão que influem de maneira positiva em atividades do dia a dia como estudos ou trabalho.
''Tem que ser uma decisão automática e instintiva. É um jogo onde você está sozinho, contra você mesmo e a bola. A cada ponto você tem que tomar uma decisão. É o tempo todo um jogo de estratégia. Tem que ser muito rápido'', analisa.
Outra vantagem que o tênis proporciona é a possibilidade de se formar um amplo círculo de amigos. Ele afirma que em qualquer lugar do mundo onde há quadra, basta chegar com a raquete e jogar.
Mas a popularização do esporte no Brasil ainda está distante. Dentre os motivos, Danelon elenca o fato do tênis não ser ensinado nas escolas, não existir quadras públicas e o alto preço dos acessórios. ''Eu não sei exatamente o número, mas não tem mais que dez quadras públicas no Paraná. Em Londrina não há uma sequer. São 117 quadras na cidade. É um número altíssimo, mas elas estão em condomínios, clubes ou academias. São lugares onde é preciso pagar para frequentar'', finaliza.


