Quando os conceitos de avaliação física e prescrição de exercícios chegaram ao vocabulário de profissionais e academias de ginástica tudo indicava que o maior problema deste universo estaria resolvido. Em tese, quem segue à risca o passo a passo dos exercícios dificilmente sofrerá de algum problema ortopédico, ou até mesmo, algum agravamento de problemas cardio-respiratórios. Mas na prática, muitos preferem se aventurar pelos aparelhos conforme a vontade própria e podem estar correndo sérios riscos.
Segundo o personal trainer Edmilson Lorensão, o trabalho de avaliação e prescrição de exercícios reduziu o número de lesões por falta de informação nas academias. Porém, depois que o aluno está inserido no dia a dia das atividades dificilmente consegue seguir aquilo que foi prescrito por muito tempo.
''A academia não pode impedir que o aluno faça determinada atividade física, nem forçá-lo a fazer aquilo que está prescrevendo. Mesmo com orientação, as pessoas se exercitam conforme acham melhor'', lamenta. Ele observa que os problemas mais comuns são ortopédicos, principalmente quando envolve pessoas obesas.
Como exemplo, Lorensão cita casos de pessoas que buscam aumento de massa muscular praticando exercícios de forma inadequada. ''Dentro da academia, a pessoa precisa passar por fases na pratica da musculação. Se não cumprir, pular alguma etapa ou tentar partir para trabalhos mais pesados pode acarretar numa tendinete ou até estourar o joelho'', avalia.
Se por um lado os frequentadores de academia resistem à prescrição de exercícios, por outro, a cultura da atividade física vem se tornando mais comum para quem procura por algum tipo de exercício ou atividade. ''Se a pessoa sente dores no joelho, certamente não vai querer correr na esteira e vai pedir orientação. Por isso muitos pedem auxílio e até mesmo pela avaliação física'', explica.
Entre tantas restrições, quem não quiser correr o risco de praticar exercícios físicos de forma errada, principalmente por não conseguir cumprir o cronograma sugerido por um professor de educação física, deve optar pelo acompanhamento do personal trainer. Neste caso, Lorensão afirma que o aluno não terá outra alternativa senão seguir as recomendações prescritas pelo profissional.
''Aluno fidelizado é aquele que consegue resultado em termos de qualidade de vida. Muitas vezes, na questão de personal trainer, para fidelizar o aluno trabalhando mais de seis meses é conseguir resultado estético e não sofrer lesão. O ideal é fazer aquilo que foi prescrito pelo profissional'', finaliza.

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