...FALA, PROFESSOR
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
A morte súbita de um candidato ao cargo de Guarda Municipal em Londrina que começou como um aparente mal estar durante a prova de aptidão física chamou a atenção de muitos quanto a necessidade de avaliações específicas antes de se praticar qualquer exercício ou esforço físico. A exemplo de eventos esportivos, na ocasião havia ambulância e profissionais em primeiros socorros, mas a preocupação com cuidados preliminares se faz mais necessária.
Segundo o professor do curso de educação física da Unopar, João Ferreira da Silva, quando uma pessoa vai fazer testes de condicionamento físico que envolvam atividades aeróbica ou anaeróbica, como caminhadas ou corridas, é fundamental que o organismo tenha condições de apresentar ''respostas cardiovasculares eminentemente prontas''.
''Caso a pessoa tenha algum fator de risco no organismo que desconheça, pode ser que venha a acarretar em mal súbito'', cita. Como exemplo, Silva elenca as provas de aptidão, a exemplo da Guarda Municipal que previa uma corrida de 12 minutos em percurso de 3.100 metros.
''O problema é que em momento nenhum fala-se sobre o volume máximo do oxigênio de cada pessoa. Dependendo da idade ou do nível de esforço exercício físico, é preciso ficar numa zona alvo de treinamento compatível com a idade da pessoa'', justificou, apontado que a primeira consequência é uma exaustão imediata e que, caso este índice continue a ser ultrapassado, pode acarretar em mal súbito.
Quando ocorre algum incidente, Silva ressalta que o atendimento deve ser muito rápido. Se o assunto for relacionado ao coração, o socorrista tem três minutos para tentar reanimar o músculo cardíaco. ''A partir daí ocorre morte irreversível de 10% do sistema nervoso central. Por isso o socorro tem que ser muito rápido'', alerta.
E dentro deste contexto, se faz cada dia mais necessário a participação dos profissionais de educação física, afinal, Silva acredita que os médicos não estudaram para ''prescreverem atividades físicas''. De acordo com ele, a presença de profissionais ligados à área de esforço físico poderia evitar contratempos, apesar do fato de todos os participantes apresentarem atestado médico para o teste físico - mesmo assim não foi possível detectar candidatos com problemas no caso do concurso da Guarda Municipal.
''Todos os profissionais precisam ter mais cuidado com pessoas que procuram aumentar a qualidade de vida. O educador físico é quem fará a avaliação de aptidão física e saberá qual o estágio da sua resistência. Mas tudo isso deve ocorrer com ajuda de equipamentos de última geração disponíveis'', finaliza.


