Fala, Professor
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sexta-feira, 04 de dezembro de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
A principal justificativa para um possível desvio de conduta das crianças é o tempo ocioso durante o período em que não estão na escola, principalmente na faixa etária dos 10 aos 15 anos. Nessa idade, hoje em dia, não é raro os jovens tomarem o caminho das drogas e marginalidade por influência dos mais velhos, ainda mais se tiverem tempo sobrando para ficar à toa.
Também não é de hoje que os projetos escolares de contraturno ajudam a preencher tal lacuna no dia a dia das crianças. Desenvolver atividades extra-curriculares nas escolas tem como objetivo ampliar a prevenção entre moradores de bairros que vivem o dilema do aumento da violência e do risco de seus filhos se perderem na criminalidade.
De acordo com Miriam Regina Barrotto do Carmo, professora de educação física do Colégio Benedito Rosa Rezende, da zona leste, as escolas da rede pública de ensino estão desenvolvendo desde o mês de março um projeto de contraturnos vinculado ao programa Viva Escola, aprovado pelo governo estadual no ano passado e gerido pela Secretaria de Educação, voltado para crianças de quinta e sexta séries.
A meta é reduzir o contato com os problemas sociais e com as ruas. Na prática, elas passam duas tardes por semana desenvolvendo atividades físicas como futsal, basquete, vôlei, handebol, xadrez e atletismo. Miriam observa que as vivências apresentaram aumento na concentração e na responsabilidade dos alunos em sala de aula, principalmente com relação a realização das tarefas de casa.
''A questão da sociabilidade e interação com outros alunos e professores é o ponto forte do projeto. O objetivo de tirar as crianças das zonas de risco e das ruas está sendo cumprido'', avaliou a professora.
Miriam afirma que devido a boa aceitação entre as crianças o número de faltas e desistências é muito pequeno. Dentre os esportes disponíveis, ela aponta que os mais procurados são o futsal, atletismo e o xadrez. ''Todos gostam bastante, tiveram boa aceitação e contam com quase 100% de participação'', finalizou.


