O voleibol é dos poucos esportes coletivos que não exige contato físico. As principais características exigidas dos jogadores diz respeito ao intenso trabalho de força e agilidade nos membros inferiores e superiores. Ou seja, tem que ter força nos braços, para resistir ao intenso trabalho de bloqueios, levantamentos e cortadas. Nas pernas é importante ter potência para as consecutivas investidas na rede.
De acordo com o técnico Ney Inácio da Silva, com equipes cada vez mais altas e fortes fisicamente o voleibol atual criou um padrão de atletas que são verdadeiras máquinas humanas em performance física. Dentre os componetes de trabalho físico que elenca, o conjunto está dividido naquilo que ele chama de ''valências orgânicas e específicas''.
Segundo Silva, o trabalho da parte orgânica engloba atividades aeróbicas e anaeróbicas. Já as específicas, por sua vez dizem respeito ao desenvolvimento da coordenação motora, com ênfase em força, velocidade, flexibilidade e resistência muscular localizada. ''Com sessões de treinamento exaustivos os atletas precisam cada vez mais se adaptarem ao dia a dia desgastante do esporte, tornando-se necessário cuidar-se muito bem fisicamente'', afirma.
Ele também acredita que suportar o rigor dos treinamentos se reflete em rendimento durante os jogos, tendo em vista sua natureza repetitiva que pode desanimar o atleta. ''O preparo físico no voleibol dos dias de hoje é de extrema importância para as equipes tanto na preparação quanto na recuperação dos atletas'', acredita.
Quanto ao contexto do vôlei na cidade, aponta apenas o pioneiro trabalho do Grêmio Recreativo Londrinense, que forma jogadores desde 1985. Ele se recorda que antes os clubes pagavam técnicos, mas perderam essa característica devido à queda na procura. Ele também desenvolve trabalho no Colégio Estadual Marcelino Champagnat, que foi vice-campeão paranaense neste ano, perdendo apenas para os curitibanos do Colégio Sion, comandados por Jorge Edson (campeão olímpico em 1992).
''No Colégio Champagnat, as meninas de 14 e 15 anos têm potencial para defender até a seleção brasileira da idade delas. Pelo menos uma vai. Já tive gente com esse perfil há uns cinco anos e muitas estão na Superliga, pelo Pinheiros e São Caetano'', informa.

mockup