A possibilidade de trocar informações e experiências das mais variadas na área esportiva trouxe mais de 2 mil pessoas para as Olimpíadas Escolares 2009, entre atletas e integrantes das delegações, e serviu como espaço de interação entre professores de diversos estados brasileiros. De Minas Gerais, estudantes entre 15 e 17 anos tiveram a oportunidade de assistir de perto duas partidas da Liga Nacional de Handebol, além de competir com praticantes de outras regiões.
  Neste contexto, os alunos do Instituto Metodista Granbery, de Juiz de Fora, participaram da Primeira Divisão do Handebol, dos jogos escolares. Segundo o professor de educação física, Carlos Augusto Gribel, quando se fala em intercâmbio de experiências no esporte, regiões como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina desfrutam de posição privilegiada devido ao contato com torneios de alto nível.
  Ele acredita que a falta de torneios regionais favorece equipes mais bem estruturadas, a exemplo do Instituto Granbery, que é campeão das categorias de base há quatro anos, atribuído entre outras coisas à falta de concorrentes. ‘‘Não existem equipes, são duas escolas que investem em treinamentos mais específicos, mas só jogam o intercolegial. Já faz quatro anos que nossa escola não perde para ninguém’’, analisa.
  Quanto às contribuições em termos de saúde e educação proporcionados pelas atividades físicas, o professor acredita que focar o trabalho no nível educacional é mais vantajoso. Quando o assunto é saúde, ela vem em outro plano, não menos privilegiado, mas o foco é formar cidadãos acima de tudo.
  ‘‘Mas, o fator mais importante do esporte em nível estudantil não é agregar ganhos em termos de saúde, mas de convivência entre os jovens. A socialização é fundamental, mas lógico que qualquer esporte bem feito já rende benefícios físicos. Eles também não deixam de estar nos nossos objetivos’’, finaliza.

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