Fala, Professor
Atualmente em nosso país, é evidenciado um relativo aumento no crescimento da população de idosos em relação às outras faixas etárias. Diversos estudos têm sido produzidos com o intuito de contribuir com melhorias que, na prática trouxesse um leque maior de opções para a qualidade de vida dessas pessoas entre outras de diferentes faixas etárias.
Um dos motivos provém da diminuição da prática de atividade física, que associada ao envelhecimento parece estar relacionada ao surgimento de doenças crônicas, nas quais contribuem com outras doenças ligadas a este processo. Ainda, hábitos não saudáveis potencializam essas alterações negativas na saúde e, por consequência, na qualidade e expectativa de vida. Assim, a inatividade física associada aos maus hábitos alimentares, por exemplo, são apontados como fatores contribuintes para o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade, no qual por consequência é estabelecido um estilo de vida favorável para o surgimento de outras doenças, entre elas a hipertensão, artrose, infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral e o diabetes.
Ainda nesse processo, aspectos relacionados à eficiência motora também passam por mudanças. A amplitude dos movimentos, por exemplo, de segmentos em torno das articulações diminui consideravelmente com a idade, trazendo impacto significativo nas habilidades motoras do idoso ou sedentário. A execução de movimentos com desenvolvimento preciso num determinado tempo e espaço, torna-se cada vez menos segura. Daí a maior possibilidade de quedas e fraturas no cotidiano. O conjunto dessas modificações em uma pessoa sedentária traz limitações no qual a pessoa vive cada vez mais limitada as suas atribuições diárias.
Com base nestes quadros, é possível afirmar que virtualmente, pessoas de todas as faixas etárias devem ser fisicamente ativas. A evolução das pesquisas na área da saúde e o conhecimento sobre suas alterações têm contribuído a população um progresso significativo na expectativa de vida. Hoje, com uma grande variedade e relativo fácil acesso as opções de esportes e exercícios físicos, pessoas residentes em países desenvolvidos ou em desenvolvimento, passam a ter mais oportunidades para a prática de algum tipo de atividade física. Ainda programas e projetos amplos, desenvolvem movimentos para elevar ainda mais o número de pessoas fisicamente ativas.
O exercício físico é recomendado e apresentado como uma importante influência positiva na saúde de idosos. O treinamento físico quando prescrito, orientado e avaliado de forma adequada, proporciona condições ao praticante, nas quais existem chances de redução no progresso de doenças crônicas, entre outras modificações decorrentes ao envelhecimento que acarretam em diminuição nas capacidades funcionais e aptidão física.
Acrescenta-se ainda, que o ambiente vivenciado durante a prática de exercício físico é favorável para o bom humor e auto-estima, decorrente aos momentos vivenciados ao longo da frequência aos programas de exercícios, e ainda horas fora de casa, nas quais o mesmo pode buscar novos relacionamentos.
Outros benefícios importantes provenientes do exercício, tais como medidas antropométricas, neuromusculares, metabólicos e psicológicos. Estes, no envelhecimento, além de servir como forma de prevenção e tratamento para doenças já citadas, melhora significativamente o cotidiano e independência. Se a pratica for iniciada precocemente, alguns autores reportam ganho de até 2,5 anos na expectativa de vida em função da participação em um programa de exercício físico regular.
João Paulo de Aguiar Greca é professor de educação física em escolas e academias de Londrina.





