Fala, Professor
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sábado, 12 de setembro de 2009
Renato Oliveira<br> Reportagem Local 
Já diziam os antigos: tudo que é demais, faz mal. E os adeptos da malhação e alongamentos devem estar atentos ao excesso de atividades com intuito de aumentar a massa corpórea. Em palavras mais acessíveis: ficar musculoso, marombado. De acordo com Alexandre Picoloto, personal trainer da Insight (clínica de exercício físico personalizado), hoje em dia fala-se muito na vigorexia, uma transtorno dismórfico muscular (TDM) caracterizado pela constante busca pelo corpo perfeito.
Na verdade é uma preocupação com a quantidade de massa muscular. O tempo que a pessoa tem livre para treinar é utilizado para aumentar a quantidade de músculos. Mas a doença se agrava quando ela já está musculosa e ainda se enxerga magro, frágil, explica. O significado do termo vigorexia é oriundo do grego e quer dizer excesso (vig) de apetite (orexis), exatamente o oposto da anorexia, que é a falta de apetite.
Dividida em três fases, normalmente os primeiros sintomas são leves e partem da necessidade igualar a massa muscular com colegas mais fortes. É a fase onde se fica o maior tempo possível dentro da academia, caracteriza Picoloto. Quando as intensas bateria de supinos e legpress não alteram mais a massa muscular é a hora de aumentar o consumo de proteínas e suplementos alimentares.
Nesta fase a pessoa está consumindo clara de ovos (por causa da albumina), carne e complexos vitamínicos em excesso, exemplifica. Picoloto esclarece que a última etapa é a hora em que o praticante de exercícios está apelando para os esteróides e anabólicos. É quando já está super marombado e não consegue mais crescer e procura recursos mais fáceis. É a fase mais séria da doença, pontua.
O contato do organismo com substâncias químicas em excesso traz consequências para a saúde. Os suplementos não chegam a ser prejudiciais, mas quando passa a fazer uso dos anabólicos a situação preocupa. Eles podem acarretar câncer de próstata, de rim, falta de apetite sexual, indisposição e mau-humor, cita.
Se, por um lado, a ingestão excessiva de substâncias pode causar doenças, por outro, a prática excessiva de esforços acarreta problemas de ordem físiológica. Picoloto afirma que a região dos ombros, braços e cotovelos sofrem com doenças articulares como a tendinite. Mas pode dar nos joelhos, colunas, enfim... O excesso de treinos traz um desgaste que tira o apetite sexual, força para trabalhar, desgaste muscular e afasta a pessoa do convívio social, diz.


