Fala, Professor
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Kalinka Amorim<br>Reportagem Local 
Há quem diga que dançar é muito bom. Outros retrucam ser um ato sensual. Mas, a dança tem ganhado destaque e lugar de honra até mesmo nos novos currículos escolares da infância. Além do que, tem comprovado efeitos benéficos na saúde, principalmente no estado emocional e na autoestima das pessoas, por ser uma atividade coletiva.
Ritmos, cadências, emoções, sensibilidade à flor da pele são algumas das sensações que a dança pode provocar. Mas, além disso tudo, ela é salutar e terapêutica. Quem explica isso, são os professores de dança do Espaço Latino, Daiane Gonzales e Luiz Carlos Mumu, que dança há mais de 20 anos. Ela, que dança desde 1996, já passou por academias como a de Dimmy de Oliveira e Jaime Arouxa, grandes renomes da dança de salão no Rio de Janeiro.
A dança, segundo ela, trabalha a coordenação motora, agilidade, ritmo, percepção espacial, ajuda no controle do peso e desenvolve a musculatura corporal, aumenta a resistência corporal, estética e melhora a postura e a flexibilidade. Ideal para quem não gosta de gastar o tempo em outras atividades esportivas.
Além de trazer todos esses benefícios para o corpo, auxilia no exercício da mente, como atividade social e terapêutica. Afinal ''mens sana in corpore sano (mente sã, corpo são)''.
Um outro aspecto abordado por Daiane é a questão da autoconfiança na maneira de se expressar. ''As pessoas tornam-se mais comunicativas, inclusive as mais tímidas conseguem ter uma desenvoltura maior. Existe um desbloqueio psicológico notável, quando a pessoa passa a praticar a dança, ela passa a ter mais facilidade na abordagem'', conta a professora.
Ela observa que alguns alunos tiveram uma melhora significativa nos sintomas de depressão, baixa auto-estima, obesidade. E isso tem um reflexo significativo nos relacionamentos interpessoais. Um outro ponto favorável é para os casais que passaram a procurar a dança e ganharam mais cumplicidade entre si. É o que conta o casal Wellington e Alessandra Moreira. ''Vemos na dança uma forma de curtirmos juntos algo que é prazeroso. Ela aproxima e proporciona uma intimidade muito mais gostosa, além de cultivar a harmonia do casal no dia a dia'', conta o casal.
Luiz Carlos Mumu conta que a dança ajuda a pessoa a explorar o mundo e a si mesma. Ensina a lidar com o tato, a conhecer o próprio corpo e respeitar o limite e o espaço das pessoas, trabalha muito o comportamento. ''Mesmo dançando junto, você não tem como impor um movimento, o parceiro pode falar não, a dança trabalha muito o comportamento, a sensibilidade, faz a pessoa se descobrir no todo'' afirma Mumu.
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